Belo Horizonte
Itatiaia

Tia de mulher morta em Piumhi revela histórico de violência e pede por justiça

Elen Cristina Teixeira Carvalho morreu na última quarta-feira (25) em Piumhi, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais; corpo estava com sinais de violência

Por e 
Tia de mulher morta em Piumhi revela histórico de violência e pede por justiça
Tia de mulher morta em Piumhi revela histórico de violência e pede por justiça • Imagens cedidas à Itatiaia

A tia de Elen Cristina Teixeira Carvalho, de 31 anos, relatou em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (31) que a sobrinha era vítima de violência doméstica. A mulher morreu na última quarta-feira (25) em Piumhi, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, e o caso está sob investigação.

Sueli Teixeira, de 52 anos, contou que a sobrinha planejava largar o companheiro e se mudar para Belo Horizonte. O casal se relacionou por três anos, mas há cerca de um ano e meio a mulher começou a ser constantemente agredida pelo homem.

O homem, de 33 anos, disse que a companheira sofreu uma crise convulsiva. No entanto, a certidão de óbito aponta asfixia mecânica como a causa da morte.

A mulher foi velada com hematomas visíveis no rosto. De acordo com a tia, a sobrinha relatou diversas vezes à família que era vítima de violência doméstica. Em 20 de março, Elen Cristina chamou a Polícia Militar (PMMG) e registrou um boletim de ocorrência após ser agredida pelo companheiro.

O homem foi autuado como suspeito de ser o autor do crime e chegou a ser conduzido pelas autoridades, mas foi ouvido e liberado.

Elen Cristina Teixeira Carvalho deixa dois filhos: um adolescente de 13 anos e uma menina de 10 anos.

Histórico de violência doméstica

Sueli Teixeira relatou à Itatiaia que a sobrinha começou a se relacionar com o homem em Belo Horizonte há cerca de três anos. O casal se mudou para Divinópolis, quando começaram os relatos de violência doméstica. Depois, Elen Cristina e o companheiro foram para Piumhi.

A tia acusa o companheiro da sobrinha de ser "manipulador". "Ela começou a esconder muita coisa da gente por medo dele. Ele ameaçava ela e a filha dela, de dez aninhos, que se contasse para nós o que estava acontecendo, ele matava ela" disse.

A família ficou sabendo da morte de Elen Cristina por um vídeo enviado pelo homem. Ele fez a filha da mulher gravar um vídeo da mãe desfalecida e argumentou que o objetivo era fazer uma filmagem para mandar para um médico.

Ela era uma menina muito alegre, cheia de vida, bonita demais. Ela era a alegria da família, muito brincalhona, adorava festa. E, de repente, um cara vem tirar a vida dela do jeito que ele tirou e está solto. A gente quer muita justiça, porque isso é o mínimo.

Sueli Teixeira, tia de Elen Cristina

Caso está sob investigação

A Polícia Civil (PCMG) informou que foi comunicada do episódio no dia dos fatos e "iniciou os trabalhos investigativos e acionou a perícia oficial para comparecer ao local, a fim de realizar os levantamentos iniciais que subsidiarão as investigações".

O corpo de Elen Cristina Teixeira Carvalho foi levado para o Posto Médico-Legal (IML) e passou pelos exames de necropsia antes de ser liberado aos familiares. "A PCMG informa que foi instaurado Inquérito Policial para a apuração detalhada das causas e circunstâncias da morte", afirmou.

"A Polícia Civil segue empenhada na apuração dos fatos, e novas informações poderão ser repassadas com o avanço dos trabalhos investigativos, respeitando o sigilo necessário para a conclusão do inquérito", concluiu a instituição.

Saiba como denunciar

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.

Por

Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Por

Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.