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Suspeitos de matar padre no interior de Minas e jogar corpo em lago são indiciados

Padre Carvalho havia marcado encontro com um dos suspeitos em Itaguara e acabou asfixiado; jovem envolvido no crime foi preso vendendo drogas em BH

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Padre Carvalho foi encontrado morto no dia 12 de agosto
Padre Carvalho foi encontrado morto no dia 12 de agosto • Reprodução/Redes sociais | Reprodução/Google Street View

A Polícia Civil indiciou dois jovens, de 19 e 22 anos, pelo assassinato do Padre Carvalho, encontrado morto no dia 12 de agosto às margens de um lago em Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas. Um dos suspeitos foi preso no fim de outubro vendendo drogas em uma favela de Belo Horizonte.

Segundo a PCMG, as investigações começaram no dia 6 de agosto, logo após o registro do desaparecimento do religioso. Os investigadores apuraram que o padre havia marcado um encontro com o suspeito de 19 anos em um posto de combustíveis em Itaguara. O jovem foi acompanhado pelo comparsa, de 22 anos.

Câmeras de segurança registraram o carro do padre sendo pilotado por um dos suspeitos, saindo de Itaguara em direção a Itaúna. Horas depois, o carro foi visto em Belo Horizonte. A Polícia Civil não divulgou qual seria a possível motivação para o assassinato do padre, que foi asfixiado e jogado em um lago em Itaúna.

Relembre o caso

O corpo do padre José de Souza Carvalho foi encontrado em 12 de agosto, quatro dias após seu desaparecimento. O corpo do religioso estava em estado avançado de decomposição, em uma estrada rural do povoado Barragem Bem Fica, às margens de um córrego. Na época, a Polícia Militar disse que o padre aparentava ter sido morto dois dias antes.

Segundo informações de pessoas próximas, o padre saiu de casa na noite do dia 4 de agosto sem dizer aonde iria, levando apenas o telefone celular. O carro dele foi visto no mesmo dia na avenida Amazonas, em Belo Horizonte. O pároco, que estava afastado das atividades religiosas desde dezembro de 2020, não tinha o costume de sair de casa por longos períodos.

"Ele era um padre muito compromissado com a palavra de Deus. Ele era muito atencioso com as pessoas e deixou uma grande amizade aqui. A gente tinha aquela esperança de que, mesmo com o mundo violento, iriamos encontrá-lo vivo. A população está extremamente triste e chocada”, contou o amigo, Amarildo Andrade.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.