Suspeitos de matar mulher por engano em BH podem ir a júri popular; relembre o caso
Dupla queria atirar em eletricista por dívida de R$ 127 com drogas, mas acabou atingindo Vaneza Mesquita, de 49 anos; principal suspeito está foragido

A Justiça começou a ouvir, nesta terça-feira (6), as testemunhas da morte de Vaneza Soares Mesquita, de 49 anos, morta por engano em dezembro de 2022 no bairro Alto Vera Cruz, na região Leste de Belo Horizonte. Esse é o primeiro passo para se definir se o caso vai a júri popular.
Vaneza Soares Mesquita, de 49 anos, foi morta no dia 27 de dezembro do ano passado após ser atingida por um tiro em sua casa. O alvo do disparo seria, na verdade, Édson Jesus Silva, um eletricista que fazia um reparo na casa da vítima e teria uma dívida de R$ 127 com traficantes.
O eletricista estava trabalhando no local quando foi surpreendido por Diogo Bueno e Victor Afonso de Paula Pereira. Diogo teria entrado em luta corporal com Édson dentro da casa da vítima e, em determinado momento, fez o disparo, que acabou atingindo a barriga do eletricista e, na sequência, o tórax de Vaneza. A vítima foi socorrida por populares, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Suspeito foragido
O principal suspeito do crime é Diogo Bueno, de 30 anos, que está foragido desde o crime. Victor Afonso de Paula Pereira, que também estava no local do crime, foi intimado mas não deve comparecer ao fórum.
Diogo é representado pelos advogados Leandro Camargos e Thamiris Bueno Gradisse, que deram o seu lado do caso. Segundo a defesa, a briga seria entre Édson e Victor. Diogo teria tentado separar a briga, momento em que a arma teria disparado sozinha. A ideia dos advogados é provar que o disparo foi acidental.
Família pede justiça
A irmã de Vaneza, Fabrícia Ferreira Ramalho de Oliveira, afirma que a Justiça tem sido “lenta” para analisar o caso. Ela afirma que a família passa dificuldades desde dezembro, enquanto os suspeitos estariam “livres e tranquilos”. Ele pede que o caso vá para o júri popular, o que traria alívio para os parentes de Vaneza.
“Ela era a principal pessoa da casa, deixou oito filhos sofrendo enquanto os advogados estão achando que é brincadeira. O Diogo está foragido, mas vive aparecendo lá no bairro, já até insultou minha irmã. Ele viaja, vai pro Rio de Janeiro, enquanto minha irmã está morta por causa de R$ 127.”
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

