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Suspeito de matar empresário a mando da esposa e filha da vítima é condenado a 17 anos de prisão

Durante o julgamento, ele assumiu ter executado a vítima, mas sem explicar a motivação do assassinato; o crime aconteceu em 2008, no Barreiro

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O crime aconteceu em 2008
O crime aconteceu em 2008 • Divulgação | TJMG

Rafael Ricardo de Jesus Silva, suspeito de matar o empresário Moacir Gomes Paraguai, de 47 anos, a pedido da esposa e da filha da vítima, foi condenado a 17 anos de prisão após ser julgado por júri popular no Fórum Lafaiete, em Belo Horizonte, nesta segunda (29). O crime aconteceu em 2008, no bairro Itaipu, região do Barreiro.

Durante o julgamento, ele assumiu ter executado a vítima, mas sem explicar a motivação do assassinato. Além disso, negou que o crime tenha sido a mando da companheira e da filha do empresário.

Informações dariam conta de que as duas teriam escutado que a vítima queria ser pais novamente, porém com outra mulher, e teriam encomendado o assassinato para interferir na divisão de bens da futura herança. o que gerou revolta na família.

De acordo com apuração da reportagem da Itatiaia, a esposa da vítima também iria a júri popular, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que não tinha indícios para mantê-la como réu no processo. Já filha não foi a julgamento porque o crime prescreveu.

Indignação

De acordo com o advogado Márcio Grossi, que atuou na assistência de acusação, Rafael ficou preso em regime fechado por 4 anos, mas há cerca de 5 dias o STJ decidiu que ele responderia o processo em liberdade. Lembrando que a morte foi há 15 anos, com o inquérito sendo arquivado várias vezes. Por isso, mesmo confessando o crime e sendo condenado, ele continua em liberdade. Situação que deixou familiares da vítima indignados e descrente com a justiça.

"Ele é assassino confesso e saiu andando pela porta da frente. Eu não sei mais o que fazer, vou 'largar para lá', não adianta. Ele matou meu irmão com 18 tiros e saiu na nossa frente. Com certeza vai ter retaliação, vai acontecer alguma coisa com alguém da minha família, principalmente comigo e meu filho, porquê nós fizemos de tudo para colocar ele na cadeia. Este processo está todo contaminado, mas não tenho poder de fazer nada. Vou ter que largar isso para lá", lamenta o irmão de Moacir

"Hoje eu observo a minha carreira como operadora de direito. O indivíduo é condenado a 17 anos e 6 meses de prisão e a juíza dá a possibilidade de recorrer em liberdade, tendo em vista que esse indivíduo é de alta periculosidade. O que mais você pode esperar da Justiça? Os preso somos nós, familiares, porque é grande a probabilidade dele querer fazer alguma coisa, porque quem correu atrás das provas foi meu pai, ele é réu confesso, foi comprovado. Eu acreditava na justiça quando eu ingressei na faculdade de direito, eu pensava que a justiça verdadeiramente era justa. Mas hoje eu vejo que não, ela é injusta, infelizmente", completa a sobrinha da vítima.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

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Formado em Jornalismo pelo UniBH, em 2022, foi repórter de cidades na Itatiaia e atualmente é editor dos canais de YouTube da empresa.