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Suspeito de ameaçar jornalista da Record volta a ser preso em BH; relembre o caso

Investigado não poderia entrar em contato com Mônica Fonseca, mas voltou a perseguir “Venenosa” da RecordTV Minas após ser solto; relembre o caso

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Mônica Fonseca comanda o quadro "A Hora da Venenosa" no Balanço Geral Minas
Mônica Fonseca comanda o quadro "A Hora da Venenosa" no Balanço Geral Minas • Reprodução/Instagram

O homem de 42 anos suspeito de perseguir e ameaçar a jornalista Mônica Fonseca, apresentadora da RecordTV Minas, voltou a ser preso nesta quinta-feira (29). Ele teria descumprido uma medida judicial que proibia o suspeito de se aproximar ou entrar em contato com a famosa.

Em março, a juíza Juliana Miranda Pagano permitiu que o suspeito respondesse ao processo em liberdade, desde que respeitasse algumas determinações, como: não ter contato com a apresentadora, manter distância mínima de 500 metros dela, usar tornozeleira eletrônica e comparecer todo mês à Central de Acompanhamento de Alternativas Penais (Ceapa).

Na decisão assinada na última terça-feira (27) pelo juiz Daniel Leite Chaves, da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte, o acusado teria enviado mensagens para o Whatsapp de Mônica Fonseca logo após ser solto. O magistrado afirma que a prisão do suspeito “é medida necessária para a preservação da própria vítima”. 

O mandado foi expedido na quarta (28) e o suspeito foi preso logo na quinta (29). Em entrevista ao portal Metrópolis, Mônica disse que o suspeito mandou mensagens dizendo que “ficou afastado por um tempo, pois tinha ‘uns bestas’ atrasando ele”, ignorando o fato de que ficou dois meses preso.

“Nas mensagens, ele dizia que iria vir aqui na TV me buscar e conversava comigo como se eu quisesse saber o que ele estava fazendo durante o dia, dizendo como preferia o meu hálito ao me beijar e falava coisas desconexas, como me convidar para ir para a Itália, pois ele tinha negócios lá para resolver. Falava muitas coisas sem sentido”, disse Mônica à reportagem do Metrópoles.

Relembre o caso

A profissional estava recebendo mensagens pelas redes sociais desde novembro, o que, segundo a polícia, configurava como perseguição. O homem ainda estaria tentando fazer contato com ela, presencialmente, de qualquer jeito e mandado para apresentadora uma bandeja de carne moída crua, na sede da TV. Além disso, o suspeito enviou uma carta para a jornalista, citando que faria uma carnificina para poder conhecê-la, o que configura uma ameaça . Em março a vítima informou para Polícia Civil a situação, que começou a investigar o homem.

A jornalista chegou a sair de Minas Gerais temporariamente após o suspeito ser solto pela Justiça, com medo de que algo pior acontecesse.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.