Suspeito de ameaçar jornalista da Record em BH alega ‘insanidade mental’ e processo é suspenso
Mônica Fonseca, do quadro 'A Hora da Venenosa', foi perseguida e chegou a receber carta que citava 'carnificina'; Justiça aguarda resultado do exame médico

A Justiça decidiu suspender o processo contra o homem suspeito de perseguir e ameaçar a jornalista Mônica Fonseca, da RecordTV Minas, em Belo Horizonte. O investigado, que foi preso pela segunda vez no fim de junho, alega ter insanidade mental.
Fabiano da Silva Ferreira, de 41 anos, foi preso no dia 21 de março em frente à sede da filial mineira da emissora, que fica no bairro Floresta. Ele foi solto dois dias depois após pagar fiança de R$ 7.812,00, mas acabou sendo preso novamente no fim de junho após mandar mensagens para a jornalista pelo Whatsapp.
A Itatiaia apurou que Fabiano alega possuir insanidade mental, o que poderia deixar o investigado inimputável. Essa possibilidade já havia sido levantada pelo Ministério Público em maio, mas, na época, a Justiça disse que o processo poderia continuar normalmente, enquanto a defesa providenciava um laudo.
Porém, após a segunda prisão, o juiz Daniel Leite Chaves, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, aceitou a alegação no início de agosto e decidiu suspender o processo até que o resultado do exame médico seja divulgado. Também ficou decidido que o Ministério Público e a defesa de Fabiano devem se posicionar após o resultado do exame.
Além de atrapalhar o andamento, a decisão também pode atrasar a investigação do caso, que é realizada pela 1ª Delegacia Especializada em Investigação a Crimes Cibernéticos. A Itatiaia tentou entrar em contato com o delegado responsável pelo caso, mas sem sucesso.
Relembre o caso
Mônica Fonseca é apresentadora do quadro “A Hora da Venenosa”, do programa Balanço Geral Minas. Ela chegava para trabalhar no dia 21 de março quando percebeu que o suspeito, que já a perseguia há alguns dias, aguardava por ela na frente da RecordTV Minas. O homem segurava uma caixa de bombons e uma carta, onde afirmava que “só queria tê-la” e que, se necessário, “faria carnificina”.
A Polícia Militar foi acionada e perseguiu o suspeito, que conseguiu fugir. Pouco depois, funcionários de uma lanchonete que fica em frente a emissora informaram que o suspeito havia voltado. Mônica ligou novamente para a PM, que conseguiu prender o suspeito.
Ele teve a prisão ratificada, mas foi solto após pagar fiança de seis salários mínimos (R$ 7.812,00). Para ficar em liberdade, o suspeito deveria respeitar medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica, manter distância mínima de 500 metros da vítima e não entrar em contato com ela. Ele voltou a ser preso no dia 29 de junho após descumprir as medidas judiciais e entrar em contato com Mônica pelo Whatsapp.
Mônica chegou a viajar para fora de Minas Gerais após o suspeito ser preso pela primeira vez, em março. Segundo a Polícia Civil, o homem tentou “presentear” a jornalista com flores, chocolates e até um saco de carne moída. Fabiano segue preso no Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, desde o dia 29 de junho.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
