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Superlotado, pronto-socorro do Risoleta Neves, em BH, só receberá casos de urgência

Ainda não há prazo previsto para a normalização do serviço, de acordo com a unidade de saúde

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Vista do Hospital Risoleta Neves
Hospital Risoleta Neves recebeu parte dos baleados em confronto de organizações criminosas • Sarah Dutra/UFMG

De acordo com o hospital, houve aumento de 20% na demanda de pacientes com perfil de maior gravidade na unidade desde a última sexta-feira (25), o que “impactou na capacidade de admissão de novos casos”.

“A Diretoria da Instituição já notificou a situação à Rede de Urgência e Emergência de BH, solicitando apoio no processo de referenciamento para outras unidades da Rede SUS. Todos os esforços estão sendo tomados para a retomada segura e habitual da assistência”, reforça o Risoleta Neves.

A instituição de saúde ainda pontua que todos os usuários do serviço de saúde que já estão dentro do hospital continuarão sendo atendidos, mas reforçou a “necessidade de restrição temporária da entrada de novos pacientes no Pronto-Socorro” para “assegurar a qualidade e segurança assistencial”.

Internamente, estão sendo adotadas “todas as medidas para reavaliação dos doentes”, segundo a direção do hospital, com objetivo de agilizar diagnósticos e tentar assegurar alto hospitalar segura aos pacientes.

“Cabe esclarecer que os pacientes atendidos na triagem e classificados como não-críticos serão informados sobre a situação. Para estes casos, a orientação será procurar outra unidade de saúde pública de referência”, completa a nota.

A orientação aos pacientes de casos que não são emergenciais é procurar outras unidades de saúde de referência.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte esclareceu que o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona em rede e conta com vários equipamentos para realizar os atendimentos à população.

“A situação do Hospital Risoleta Tolentino Neves já está sendo avaliada pela Secretaria Municipal de Saúde sendo que os casos que seriam encaminhados à unidade de saúde pelo SAMU serão direcionados a outros pontos da rede assistencial, como UPAs e hospitais”, diz o texto.

Procurado, o governo do estado de Minas Gerais ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.