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Réu por morte de funcionário de concessionária em BH vai a júri popular

Marcélio Lima de Barros foi preso em flagrante em 28 de maio de 2024 e confessou matar a tiros Alexandre dos Santos Queiroz

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Réu por morte de funcionário de concessionária em BH vai a júri popular
Réu por morte de funcionário de concessionária em BH vai a júri popular • Imagens cedidas à Itatiaia

A Justiça de Minas Gerais pronunciou o homem acusado de matar um funcionário de uma concessionária no bairro São Luiz, na Região da Pampulha de Belo Horizonte. A decisão foi proferida na última terça-feira (31), e a intimação foi realizada nesta segunda-feira (6).

O caso ocorreu em 28 de maio de 2024. Marcélio Lima de Barros foi preso em flagrante suspeito de matar a tiros Alexandre dos Santos Queiroz, de 66 anos.

O juiz Diego Gómez Lourenço, do 2º Tribunal do Júri Sumariante de BH, decidiu que Marcélio seja julgado por um júri popular. Ele vai responder pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

Exames de insanidade mental realizados durante a fase de instrução do processo apontaram que o acusado era parcialmente incapaz de entender o caráter criminoso de seus atos.

"Tratando-se de causa de diminuição de pena e não de exclusão de culpabilidade que autorize a absolvição sumária, a referida condição deverá ser submetida à apreciação do Conselho de Sentença, juiz natural da causa, a quem caberá deliberar sobre responsabilidade penal do pronunciado", considerou o magistrado.

Réu aguarda o julgamento em liberdade

Desde setembro de 2025, Marcélio Lima de Barros teve a prisão preventiva revogada por questões de saúde. Ele está submetido a monitoramento eletrônico e aguarda o julgamento em liberdade.

Em posicionamento enviado à Itatiaia, o advogado Tiago Lenoir, que representa a família da vítima, afirmou que vai recorrer da decisão que revogou a prisão do réu.

"Ele foi solto por um erro do Estado. O que nós chamamos de excesso de prazo na formação da culpa. O processo demorou tanto perante o juiz sumariante que o juiz não viu outra alternativa se não soltar", afirmou.

"Agora, após a decisão de pronúncia, está bem claro que os motivos para a prisão preventiva, que são a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal, se fazem presentes. Por isso, nós vamos recorrer dessa decisão apenas nesse ponto", acrescentou.

Família da vítima pede punição severa

Alexandre Figueira, filho da vítima, disse que recebeu com "conforto" a notícia de que o assassino do pai irá a júri popular. Ele pediu que Marcélio Lima de Barros seja condenado e fique preso pelo maior tempo possível.

"Ele já está aí beirando os seus 60 anos de idade. Que ele fique lá até os 80. Eu sei que isso não vai acontecer isso nunca no Brasil, mas o máximo que ele puder ficar preso para ele poder refletir bastante sobre o que ele fez. A tragédia que ele cometeu. Está suficiente para a gente", afirmou.

Relembre o caso

Câmeras de segurança instaladas na concessionária Mila Volkswagen registraram o momento em que Marcélio Lima de Barros entrou armado e atirou em Alexandre dos Santos Queiroz. A vítima morreu na hora após ser atingida por diversos disparos nas costas e na cabeça.

Às autoridades, Marcélio confessou e argumentou que o crime foi motivado por um desentendimento ocorrido em 2022, relacionado a um conserto de carro realizado por Alexandre e que ele considerou malfeito.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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