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Representantes pedem registro do Hip-Hop como Patrimônio Cultural do Brasil

O pedido foi entregue ao Iphan e será analisado antes de ser encaminhado para a Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial

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Foi realizada uma marcha em comemoração aos 50 anos do hip-hop no país
Foi realizada uma marcha em comemoração aos 50 anos do hip-hop no país • Reprodução | Redes Sociais

O movimento Construção Nacional da Cultura Hip-Hop, que une representantes do Hip Hop no país formalizou, nesta segunda-feira (17), um pedido de registro do gênero como Patrimônio Cultural do Brasil.

A requisição é embasada em um inventário de mais de duas mil páginas, que reuniu referências culturais de diversos grupos com objetivo de preservar e reconhecer a cultura no país. Em seguida, foi elaborado um dossiê que identifica as formas de expressão e a influência do gênero em cada estado brasileiro.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebeu o pedido após uma marcha realizada nesta segunda, que partiu da praça Zumbi dos Palmares e percorreu as ruas do Distrito Federal até chegar à sede. No local houveram batalhas de rimas, apresentações de breakdance e grafite.

O pedido foi entregue ao Iphan e será analisado pelo corpo técnico antes de ser encaminhado para avaliação da Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial. Se for considerado pertinente, segue para etapa de documentação e pesquisa.

Depois, o pedido é avaliado por técnicos do instituto, que vão emitir parecer final e encaminhar o processo de registro para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultura, etapa que pode definir sobre o registro do bem imaterial.

“A conexão do Hip-Hop é tudo o que representa a ancestralidade do povo preto brasileiro, apontando para o futuro. É sobre o passado, é sobre o presente, mas é sobre o futuro”, avaliou o presidente do Iphan, Leandro Grass.

“O que este processo tem proporcionado do ponto de vista da comunicação, de recuperação dos valores culturais do nosso País, de recuperação da memória, da herança do povo africano do nosso país, mas, acima de tudo, da promoção da vida, da juventude do nosso país, é algo extraordinário. O hip hop é o País dando certo!”, completa.

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Formado em Jornalismo pelo UniBH, em 2022, foi repórter de cidades na Itatiaia e atualmente é editor dos canais de YouTube da empresa.