Queda de avião em BH: instrutor analisa causas e propõe medidas
Acidente com aeronave no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na segunda-feira (4), matou três ocupantes e deixou outros dois feridos

O piloto e instrutor de voo Estevão Velasquez analisou o acidente aéreo que matou três pessoas e deixou outras duas feridas no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na segunda-feira (4). A aeronave caiu após decolar do Aeroporto da Pampulha e causou danos estruturais ao prédio.
A aeronave estava com documentos e manutenção em dia, segundo certificado de aeronavegabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O avião havia voado de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) para Belo Horizonte em condições normais antes do acidente ocorrido no trajeto entre Belo Horizonte e São Paulo.
Velasquez explicou, ao Jornal da Itatiaia, nesta terça-feira (5) que uma aeronave pode apresentar problemas de um voo para outro, seja de natureza mecânica ou outra. "Trata-se de uma máquina em funcionamento constante e sujeita a falhas, apesar das manutenções realizadas conforme determinações que estabelecem prazos em meses, anos ou número de horas voadas", afirmou o instrutor. As aeronaves não podem voar sem cumprir as manutenções determinadas.
A aeronave sobrevoou outra região da cidade a menos de 4 km do aeroporto antes da queda.
Investigação determinará causas do acidente
A investigação determinará se houve colapso de alguma peça. Caso confirmado, poderá determinar a troca de peças iguais em todas as aeronaves que as possuam ou daquele lote específico de fabricação.
Velasquez destacou que as investigações do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Senipa) determinarão as causas do acidente. Especialistas levantaram questões sobre a ausência de área de escape no local.
Questionado sobre a hipótese de excesso de peso durante a decolagem, Velasquez esclareceu que diversos fatores poderiam ter causado a situação observada nas imagens.
Localização do aeroporto e medidas de segurança
Velasquez abordou a questão da localização do aeroporto em área urbana. Ele afirmou que a presença de um aeroporto dentro da cidade não torna a operação mais perigosa. O instrutor destacou que acidentes aeronáuticos são raros e a aviação é segura.
Até o momento, tudo indica que o aeroporto não teve contribuição com este acidente específico. O prefeito declarou que não vai discutir a paralisação do aeroporto.
O especialista afirmou que a aviação busca entender todos os fatores que podem contribuir para acidentes. "Existem formas de prevenção que são colocadas em pauta e estudadas após acidentes, justamente para que nunca mais aconteça um acidente semelhante", afirmou Velasquez.
Medidas de segurança
O instrutor apresentou possíveis medidas de segurança que poderiam ser implementadas. Entre as alternativas estão a criação de áreas de escape, mudanças no tipo operacional da aeronave e alteração nas rotas de decolagem para áreas menos habitadas.
Velasquez citou o Aeroporto de Congonhas como exemplo, localizado no meio de prédios e que opera jatos de grande porte. Em Congonhas foi instalado um sistema EMAS, que consiste em concreto poroso nos finais das pistas. Quando uma aeronave ultrapassa a pista, ela afunda nesse concreto.
Velasquez sugeriu que esse tipo de sistema poderia ser implementado em Pampulha, permitindo que a aeronave afunde no concreto poroso e seja completamente parada ao chegar no final da pista.
Apresentadora e produtora da Rádio Itatiaia. Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Especialista em Mídias Digitais pela PUC Minas e em Produção de Rádio e TV pela Fumec. Já escreveu para as editorias de Política e Cidade nos jornais O Tempo e Super Notícia, e tem passagem pela FM O Tempo.
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Foi ganhador do 4º Prêmio CDL-BH de Jornalismo. Já foi homenageado, entre outras condecorações, com a Medalha da Inconfidência, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro 2º, Medalha de Mérito da Defesa Civil Estadual e Oscar Solidário. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.




