Belo Horizonte
Itatiaia

Professor suspeito de assediar aluno oferecia caixa de bombom para atrair vítima em BH

Suspeito preso neste domingo (24) enviava fotos e vídeos de cunho sexual, além de tentar encontro com adolescente de 13 anos

Por e 
Professor é preso por suspeita de mandar fotos íntimas para aluno de 13 anos em BH
Google Street View

O uso de pequenos presentes e a exigência de segredo eram as principais estratégias utilizadas pelo professor de dança, de uma escola municipal de Venda Nova, preso neste domingo (24) sob suspeita de assediar um aluno de 13 anos. Conforme o depoimento da mãe do menor à Itatiaia, o homem oferecia caixas de bombons para convencer a vítima a participar de ensaios.

O caso veio à tona após o adolescente demonstrar resistência em ir aos ensaios da festa junina da escola. Ao ser questionado pela mãe, o jovem relatou que o professor insistia muito e havia prometido uma caixa de bombons caso ele aceitasse dançar. Após o flagrante e a prisão do suspeito, a vítima revelou ainda que, ao final de cada aula, o docente entregava chocolates exclusivamente para ele e reforçava que "ninguém poderia saber".

Mensagens enviadas pelo suspeito ao menor • Imagem cedida à Itatiaia
Mensagens enviadas pelo suspeito ao menor • Imagem cedida à Itatiaia

Mãe evitou desfecho pior ao monitorar celular

A atitude da mãe do adolescente foi determinante para que o professor fosse preso. Ao assumir o WhatsApp do filho na última sexta-feira (22), ela flagrou o momento em que o tom das mensagens mudou drasticamente. O homem enviou fotos de cunho sexual e tentou marcar encontros em sua residência, aproveitando-se dos momentos em que o jovem estivesse sozinho. Nas conversas, obtidas pela Itatiaia, o suspeito também mostra a genitália para o menor por meio de vídeos e fotos.

A armação de um falso encontro em uma padaria da região, monitorada de perto pela Polícia Militar, culminou na prisão do suspeito no endereço de destino. O homem que pediu um carro de aplicativo para a vítima chegou a orientar o menor para que, caso entrasse no veículo enviado por ele, chamasse o agressor de "tio" para despistar o motorista.

O professor, que atuava na instituição há cerca de quatro meses, ministrava aulas de dança para diversas turmas e tinha contato direto com dezenas de crianças de variadas faixas etárias — inclusive com a irmã da vítima, uma menina de apenas 9 anos.

"Eu estou tremendo porque é muito revoltante. Se eu não fosse uma mãe que tem acesso ao telefone do meu filho, o pior poderia ter acontecido. Ele poderia ter estuprado o meu filho ou algo muito pior", disse a mãe, sob forte emoção.

A Polícia Civil agora investiga no caso. O adolescente de 13 anos segue acompanhado pela família, muito abalado psicologicamente, apresentando febre e recusa alimentar desde o início do episódio. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de BH e aguarda retorno.

Defesa do suspeito

A defesa do suspeito emitiu uma nota ainda nesta noite (24). "A defesa vem a público esclarecer que os fatos narrados até o presente momento não condizem com a realidade dos acontecimentos. No decorrer da investigação, o Sr. apresentará sua versão dos fatos, demonstrando a verdade real acerca do ocorrido. A defesa reafirma sua confiança no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, aguardando que os esclarecimentos necessários sejam devidamente apurados pelas autoridades competentes".

Por

Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde