Polícia encontra cabo de madeira e roupas de cama lavadas em apartamento de capitã da PM morta
Segundo o boletim de ocorrência, o objeto pode ter sido usado para agredir a vítima; o sargento também relatou uso de ecstasy e práticas de agressão antes da morte

Sargento descartou ecstasy no lixo do hospital
Consta também no BO que, durante o atendimento na unidade de saúde, o sargento Eduardo pediu para ir ao banheiro e, acompanhado por um PM, descartou uma pequena caixa metálica na lixeira. Recolhida pelos policiais momentos depois, a caixa continha comprimidos de ecstasy. Em seguida, o sargento confirmou que havia jogado o material fora.
Segundo a equipe médica, a morte da capitã da PM ocorreu entre quatro e seis horas antes de a vítima dar entrada no hospital. A Polícia Civil investiga o caso e apura se a versão apresentada pelo marido é compatível com os laudos periciais e com os ferimentos encontrados no corpo de Michele.
Mãe da capitã da PM alega que filha vivia relacionamento abusivo
Conforme apurado pela reportagem, a mãe de Michelle afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo com o sargento. Segundo a testemunha, o sargento gostava de controlar Michele, além de manipulá-la emocionalmente.
Segundo a mãe da capitã da PM, elas tinham um encontro marcado no dia em que a filha morreu. Porém, por volta das 10h05, quando ligou para a filha, Michelle atendeu ao telefone falando em voz baixa e dizendo que não poderia encontrá-la. Depois disso, a mãe contou também que chegou a enviar diversas mensagens ao longo do dia, mas Michelle não respondeu.
Em relação ao uso de drogas, a mãe de Michelle disse que só passou a desconfiar do consumo após o início do relacionamento com o sargento. Ela afirmou acreditar que o comportamento tenha sido influenciado por ele.
Ela afirmou também que Michelle nunca relatou casos de agressão ou ameaça do companheiro. No entanto, contou que a irmã de Michelle relatou aos familiares que a capitã já havia dito que o companheiro era uma pessoa "narcisista" e que tentava colocar fim ao relacionamento, mas ele não aceitava a separação.
A mãe também relatou aos policiais que a outra filha contou sobre um episódio em que o sargento teria sacado uma faca durante uma discussão com Michelle. Segundo a testemunha, o relacionamento do casal era conturbado e marcado por diversas separações e reconciliações ao longo de oito anos.
Ela afirmou ainda que o militar costumava humilhar Michele, chamando-a de "vagabunda" e dizendo que ela deveria se sentir privilegiada por estar ao lado dele.
Por fim, a mãe relatou um episódio ocorrido há cerca de três anos, quando, após uma discussão, o sargento ficou parado em frente à casa da família de Michelle, insistindo em falar com a capitã.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.





