Polícia Civil lança site que mapeia pessoas desaparecidas em Minas Gerais
O site vai ser lançado nesta sexta (7), e permite até mesmo rankear as cidades mineiras com mais desaparecidos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) vai lançar um site que, além de contabilizar quantas pessoas estão desaparecidas e em quais cidades do estado, permite traçar um perfil dos desaparecidos. A ferramenta será lançada nesta sexta-feira (7), com dados de 2019 a 2024. Será possível filtrar os dados selecionando por Região Integrada de Segurança Pública (RISP), regional ou município.
A maioria dos desaparecidos são homens adultos, somando 66%. Entre crianças e adolescentes, o número é maior entre mulheres, contabilizando 61%. No caso desse segundo grupo, a delegada ressalta que as saídas às escondidas podem ser motivação para desaparecimentos. "Ás vezes o adolescente quer sair de casa para ir curtir uma balada e os pais não deixam, e aí elas acabam saindo escondido, e causam essa preocupação por parte dos familiares. Muitas vezes, essa saída às escondidas pode ocasionar uma série de fatores preocupantes", explica Ingrid.
Ela ressalta que não existe um período de tempo a partir do qual a pessoa pode ser considerada desaparecida, e que, ao primeiro sinal de uma saída fora do comum, a polícia já deve ser avisada. "Em absoluto, nós não devemos esperar 24 horas. Assim que o familiar perceber que aquele ente querido quebrou a rotina dele, saiu do padrão e não retornou para residência, não entrou em contato, o familiar deve imediatamente procurar a delegacia, fazer o registro e prestar todas as informações necessárias, sem omitir nenhuma informação", orienta.
A delegada também lembra que a busca não termina e o caso não é arquivado enquanto o desaparecido não for encontrado, e que a delegacia presta "apoio não só policial, mas também social e psicológico".
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.
Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.




