PCMG investiga caso de madrasta que morreu após ser acusada de envenenar marido e enteado
As vítimas estão internadas em estado grave em um hospital de Cataguases, na Zona da Mata; crime aconteceu no domingo (13)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, nesta segunda-feira (14), que investiga o caso da idosa, de 61 anos, que morreu após ser apontada como suspeita de envenenar o marido e o enteado.
“A linha investigativa inicial aponta para a possibilidade de a mulher, após tentar envenenar seu companheiro e seu enteado, ter atentado contra a própria vida no interior da residência do casal”.
Pai e filho internados
Na tarde de ontem, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada por um funcionário da Santa Casa de Misericórdia de Cataguases após pai e filho darem entrada na unidade com suspeita de envenenamento.
O homem levou a criança na emergência por volta de 15h45. O pequeno estava inconsciente e com um quadro de parada cardiorrespiratória.
Por volta das 16h15, o pai passou mal, convulsionou na área de espera de emergência e foi atendido pelos médicos do hospital.
O casal morava junto e começou a se relacionar há cerca de cinco anos. A criança, filha somente do homem, reside com a mãe e visita o pai quinzenalmente.
Madrasta morre
Uma vizinha do casal avisou o filho da idosa do que havia acontecido com o homem e a criança. Ele, então, foi até a casa da mãe para procurá-la.
Ao chegar no imóvel, o filho encontrou a mãe inconsciente e com cortes, a socorreu e a levou para o hospital.
A mulher foi internada em estado gravíssimo por volta das 17h de domingo. Hoje, a PCMG confirmou que ela não resistiu aos ferimentos e faleceu.
“Os médicos-legistas da PCMG estão conduzindo os exames de necropsia da mulher envolvida, a fim de esclarecer com precisão as causas do óbito”, informou a corporação.
Polícia Civil investiga
A perícia da Polícia Civil foi ao local do crime e coletou frascos com líquidos de coloração incomum, alimentos e instrumentos cortantes.
A equipe recolheu uma amostra do feijão que estava na panela do fogão, apontado como possível causa do envenenamento.
O celular da idosa foi encontrado parcialmente carbonizado e coberto com cinzas no fogão a lenha. O aparelho do homem foi recolhido e será periciado.
“As investigações seguem em curso e todas as diligências necessárias estão sendo adotadas para o completo esclarecimento do caso”, afirmou a Polícia Civil.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



