PC investiga se motorista de app encontrado morto em Brumadinho pegou corrida antes; veja o que se sabe
Autoridades acionaram a empresa para descobrir se houve solicitação de corrida entre 17h e 18h

Apenas exames periciais vão poder apontar as causas da morte do engenheiro civil e motorista de aplicativo, Oscar Frederico, de 29 anos, que estava desaparecido e foi encontrado morto, em uma ribanceira, de difícil acesso, na Serra do Rola Moça, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. A família de Oscar procurou a Delegacia de Desaparecidos, após o rapaz não voltar para casa depois do serviço.
Na noite de segunda-feira (11), uma testemunha acionou o Corpo de Bombeiros alegando ter visto um carro que passava pela estrada de casa branca, cair na ribanceira. Os militares conseguiram encontrar o BH20, que era de Oscar, mas o corpo dele só foi encontrado no dia seguinte, há alguns metros do carro.
O delegado Alexandre de Oliveira, da Delegacia de Desaparecidos, que foi quem começou o trabalho de investigação, afirma que nenhuma hipótese é descartada. “Oscar saiu do trabalho, uma empresa de engenharia, às 17h. Próximo de lá, ele parou o carro por dois minutos. Não sabemos se ele aceitou uma corrida por aplicativo ou não”, disse. Diante disso, a PC acionou a plataforma de corridas para descobrir se houve alguma solicitação, entre 17h e 18h.
A perícia feita no local não soube precisar as causas da morte, investigação que agora é feita pela Delegacia da Polícia Civil em Brumadinho, devido o corpo ter sido encontrado a 120 metros do veículo com uma perfuração na nuca. “A perfuração pode ser decorrente de galhos e pedras”, acrescentou.
Outro fato que chamou a atenção das autoridades foi que o carro, para cair de onde caiu, teria que estar em alta velocidade. “Existe um barranco entre a pista e a queda. Para chegar onde chegou, ele teria que estar em alta velocidade. Se alguém tivesse apenas o empurrado, o veículo não teria caído onde caiu”, finalizou.
Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

