PBH encerra contratos temporários de técnicos de enfermagem do Samu; sindicato contesta
Sindicato denunciou que redução do quadro de funcionários pode impactar a qualidade do serviço; trabalhadores também reclamam da redução do número de técnicos por ambulância

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciaram, nesta sexta-feira (17), que ao menos 25% dos técnicos de enfermagem serão desligados das suas funções entre o fim de abril e o início de maio. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) alegou que cerca de 34 profissionais foram incorporados às equipes do serviço em caráter emergencial durante a pandemia de Covid-19 por meio de contratos temporários, que encerram no dia 1° de maio, uma vez que não serão renovados.
De acordo com o sindicato dos enfermeiros, a mudança pode impactar a qualidade dos atendimentos. A classe também denunciou a redução do número de técnicos por ambulância de dois profissionais para um, enquanto a administração municipal alegou que a alteração é uma adequação ao modelo utilizado em outras cidades a partir da portaria nº 2.028/2002. O texto estabeleceu que a equipe mínima para atuação em uma Unidade Básica é composta por um técnico de enfermagem e um condutor.
Por outro lado, a redução é classificada pelo sindicato como uma consequência do desligamento dos 34 profissionais. “A ligação é direta com a questão da suspensão dos contratos porque a gestão do SAMU teve que fazer um reequilíbrio e redivisão de profissionais considerando que, para além dos 34 contratos que não foram renovados, já havia um déficit de 21 profissionais anteriormente. Então, nós estamos falando de 55 profissionais que estão sendo nesse momento suprimidos”, explicou a conselheira estadual de saúde Erika Santos.
Ainda conforme o membro do sindicato dos enfermeiros, a medida pode impactar a assistência à população. "Nós vemos com muita preocupação. Primeiro, pela questão do atendimento para a população porque você ter um atendimento no pré-hospitalar que já são condições muito específicas com dois técnicos de enfermagem na ambulância já não é uma tarefa fácil para ser feita. Imagina você fazer isso com apenas um técnico de enfermagem e com condutor que tem suas restrições para assistência" , explicou Erika Santos.
"Nossa maior preocupação é a assistência que pode estar seriamente comprometida para a população, principalmente, em algumas situações onde é necessário mais de um profissional para fazer esse atendimento. Então, nós temos casos de parada cardiorrespiratória, eventos onde nós temos acidentes automobilísticos que é necessário fazer uma retirada rápido", continuou.
A conselheira de saúde lembrou de momentos nos quais os profissionais têm que subir muitos lances de escada para atender uma vítima ou mesmo carregar uma maca de forma ágil, atividades que, segundo ela, podem ser prejudicadas com a redução.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista formada pela PUC Minas, é repórter multimídia da Itatiaia com foco na editoria de Cidades. Estagiou na emissora por dois anos e atuou na Brazilian Traffic Network como repórter de trânsito em emissoras de BH. Vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo Universitário 2024 e do Intercom Sudeste 2025.




