PBH e Governo Federal anunciam suspensão de voos no Carlos Prates a partir de 1º de abril
A área do aeroporto será repassada à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH)

O Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, confirmou nesta terça-feira (13) a suspensão de pousos e decolagens no Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, a partir do próximo dia 1º de abril. A proibição está prevista na Portaria nº 10.074/SIA, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A área do aeroporto será repassada à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que apresentou um projeto de construção de habitações casas populares e de um parque municipal no local.
O prefeito Fuad Noman já havia aberto um diálogo com o ministro-chefe da Casa Civil, Alexandre Padilha (PT), a fim de destinar a área do aeroporto para programas sociais.
Após um acidente neste sábado (11), que deixou uma pessoa morta e outra gravemente ferida, além de destruir duas casas no bairro Jardim Montanhês, o prefeito voltou a cobrar a desativação do aeroporto.
A decisão sobre o aeroporto foi comemorada por Fuad Noman nesta terça-feira (14). "daremos um basta nos acidentes no local. Agradeço aos ministros", publicou no Twitter.
Nessa segunda-feira (13), o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que considera preocupante os recorrentes acidentes e defendeu a criação de um parque ecológico para melhorar a qualidade de vida dos bairros vizinhos.
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Aeroporto foi criado em terreno de fazenda
O aeroporto foi criado em um terreno da fazenda Celeste Império, que era propriedade do Coronel Alípio de Melo. O objetivo era atender ao Aeroclube do Estado de Minas Gerais, grupo que formava pilotos para aviação civil e militar, que antes funcionava no Aeroporto da Pampulha.
Ainda na década de 1970, após vários acidentes com mortes, surgiram as primeiras reclamações e alertas sobre o perigo que o aeroporto representava para os bairros vizinhos. Desde a década de 1990, pelo menos nove acidentes graves foram registrados na região.
A retirada do avião foi de 'alta complexidade'
Os destroços do avião já estão na cidade de Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado.
O trabalho para remoção do avião durou todo o dia de ontem e foi considerado de alta complexidade. O monomotor foi retirado de uma casa por um guindaste. Como a aeronave estava cercada por fios, a energia da região teve que ser cortada.
Na rua, o avião foi todo desmontado, colocado em um caminhão prancha e depois levado para a cidade onde funciona a oficina da empresa da aeronave.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
