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Passageiros denunciam ônibus com baratas e bancos quebrados no Centro de BH; veja vídeo

Usuários da estação Tamóios relatam sujeira, defeitos no ar-condicionado e atrasos frequentes nas linhas que atendem a região central da capital mineira

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Redes sociais/ Reprodução

Usuários de linhas de ônibus do hipercentro de Belo Horizonte denunciam más condições dos veículos e falhas na prestação do serviço. Os relatos partem de passageiros da estação Tamóios, localizada na Avenida Paraná. Os coletivos apresentam sujeira, bancos quebrados e defeitos no ar-condicionado.

A reportagem recebeu vídeos nos últimos dias que registram a situação dos veículos. As imagens mostram ônibus com baratas. Os passageiros também apontam atrasos em relação ao quadro de horários. Há falta de veículos nas linhas.

A linha 6031 concentra o maior número de irregularidades na capital. Ela faz a ligação entre a cidade administrativa e o centro. Na última sexta-feira 30, um ônibus dessa linha se envolveu em um acidente no bairro Goiânia, região Noroeste de Belo Horizonte. O veículo invadiu uma residência. A frente da casa foi destruída.

A linha 5503B aparece em segundo lugar entre as que apresentam problemas. Ela atende o trajeto Goiânia Centro Hospitais.

A moradora do bairro Piratininga, Elisângela Falcão, de 50 anos, utiliza a linha 83P. “Horrível. Antes de fechar a porta, eu já saía. Quase caí ontem, quebrei o braço”, afirmou. Sobre as condições do veículo, ela declarou que é “horrível, barato, uma sujeira danada. O pessoal não me respeita em nada”.

A passageira também comentou sobre o valor da passagem. “Além da passagem ser cara, são poucos ônibus, 83P. A gente tem que melhorar, porque tá horrível o transporte hoje, principalmente o 83P”, disse.

Uma usuária utiliza diariamente as linhas 65 ou 66. “Pra mim, o ônibus tá horrível. Todo mundo tá reclamando, tanto da sujeira quanto, né... Toda vez que abre a porta, eles já fecham a porta da entrada. É complicado pra gente”, relatou.

Ela acrescentou que “a gente chega cansado do serviço, quer sentar num ônibus limpo. Querendo ou não, a gente é trabalhador, a gente precisa também”.

Sobre os bancos e a limpeza, a mesma passageira afirmou que “tem banco quebrado, tão sujo que dá até nojo de sentar. Aí só a prefeitura que tem que fazer a melhora pra gente, porque não adianta a gente falar”.

A aposentada Neuza Maria Santos é usuária da linha 66. “Muito ruim. Demora demais. Em hora de pico, eu nem venho na cidade”, disse. Ela também comentou sobre a demora dos veículos: “Eles não estão muito preocupados, não”.

A moradora de Salgadeira, Maria Aparecida Valente, de 56 anos, utiliza a linha 83. “Sujeira, barata dentro do ônibus, quebra no meio do caminho. A passagem não condiz com os ônibus que eles estão fornecendo pra gente”, relatou.

Ela comentou que “tem que tentar mudar, né? Porque vem eleição aí, aí se promete mundos e fundos. E depois nada. Eles deixam a gente pra lá”.

O que diz a prefeitura

Procurada, a Superintendência de Mobilidade Urbana de BH afirma que as denúncias já foram repassadas para as equipes de fiscalização e devem ser investigadas em breve. Além disso, o órgão alega que monitora as estações diariamente por câmeras e acompanhamento em tempo real.

A Sumob também ressaltou que a manutenção dos ônibus é de responsabilidade dos consórcios, que devem colocar os veículos para operar em plenas condições de uso.