Pane seca responde por metade das ocorrências de carros parados em BH e pode gerar multa de R$ 130
Segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, falta de combustível compromete a circulação nas vias da capital; infração rende quatro pontos na CNH e pode levar à remoção do veículo

A falta de combustível responde por cerca de 50% das ocorrências de veículos parados nas vias públicas de Belo Horizonte, segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar. Conhecida como pane seca, a situação pode provocar congestionamentos, aumentar o risco de acidentes e ainda render multa de R$130,16, além de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O motorista de aplicativo Daniel Abreu já enfrentou o problema e se lembra da confusão provocada quando o carro ficou sem gasolina. “Foi uma confusão danada. Todo mundo buzinando”, relembra.
Como depende do veículo para trabalhar, Daniel passou a redobrar a atenção com o nível do combustível para evitar que o episódio se repita.
Segundo o tenente Rildo Pirelli, a pane seca pode ocorrer quando o motorista calcula mal o consumo ou quando o marcador de combustível apresenta defeito e não indica corretamente a quantidade disponível no tanque. “Tem marcador que apresenta defeito, não marca direito. Aí pode levar à situação”, explica.
Como evitar a pane seca
A principal recomendação é abastecer antes de o combustível chegar à reserva. Planejar os trajetos, considerar a distância até o próximo posto e verificar possíveis falhas no marcador também ajuda a evitar que o veículo pare no meio do caminho.
Se o carro ficar imobilizado, o motorista deve ligar o pisca-alerta, sinalizar a situação com segurança e acionar a assistência ou um guincho. A orientação é evitar a exposição ao trânsito e não tentar empurrar o veículo em condições de risco.
O que fazer em caso de pane seca
O tenente Rildo Pirelli, quando a falta de combustível é constatada, o motorista precisa providenciar uma solução para retirar o automóvel da situação de risco. Se o veículo estiver prejudicando significativamente o fluxo, a equipe pode acionar a BHTrans para removê-lo e liberar a pista. “Se tiver obstruindo muito o trânsito, a gente chama o reboque da BHTrans, retira do local e coloca em um local seguro até ela resolver a situação”, afirma o policial.
Quando a parada ocorre por defeito mecânico, a situação é avaliada pelos agentes conforme as circunstâncias, sem aplicação automática da penalidade prevista para a pane seca.
Além do transtorno para o próprio motorista, a falta de combustível pode provocar retenção, exigir desvios e aumentar o risco de colisões, principalmente em vias de grande movimento. Por isso, manter o abastecimento em dia é também uma medida de segurança no trânsito.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



