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Paciente denuncia policial penal por estupro em ala psiquiátrica de hospital em MG

Agente foi visto saindo de banheiro masculino do Hospital das Clínicas de Uberlândia junto com mulher, que faz tratamento psiquiátrico na unidade; caso é investigado pela Polícia Civil e suspeito foi afastado

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Vítima está internada em estado gravíssimo no Hospital das Clínicas de Uberlândia
Estupro teria sido cometido dentro da ala psiquiátrica do Hospital das Clínicas da UFU, em Uberlândia • Divulgação/HC-UFU

Uma paciente da ala psiquiátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), no Triângulo Mineiro, denuncia ter sido estuprada por um policial penal dentro da unidade de saúde. O abuso sexual teria sido cometido na noite da última segunda-feira (11) e o caso é investigado pela Polícia Civil. Após a denúncia, o policial penal foi afastado das atividades de escolta.

O suspeito é policial penal na Penitenciária Jacy de Assis, a mesma citada por uma denúncia revelada com exclusividade pela Itatiaia na segunda-feira (11). Uma detenta que estava no mesmo presídio afirma ter sido estuprada por um policial penal dentro da unidade. Outra presidiária também teria sofrido os abusos.

Uma enfermeira relatou aos policiais no boletim de ocorrência que viu o suspeito saindo de um banheiro da ala psiquiátrica junto com uma paciente, situação que foi confirmada por outro funcionário da unidade de saúde. Alguns servidores também relataram ter percebido ‘sintomas de embriaguez’ no policial penal, que estava no Hospital das Clínicas fazendo a escolta de um detento.

Posicionamento

Em nota, a Polícia Civil confirmou que abriu um inquérito para apurar a denúncia e esclareceu que a investigação vai tramitar em sigilo para ‘resguardar a integridade da vítima e preservar a apuração’. Novas informações devem ser ser divulgadas ao final das investigações.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) informou que vai acompanhar os desdobramentos da investigação da Polícia Civil. Ao mesmo tempo, um procedimento de investigação administrativo foi instaurado para apurar a conduta do policial penal, que foi afastado das funções de escolta.

‘Destacamos que a Sejusp não compactua com quaisquer desvios de conduta dos seus profissionais. Todas as situações são acompanhadas com rigor e as medidas administrativas cabíveis no âmbito do processo legal são tomadas, guardando sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório’, conclui a pasta em nota.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.

 

 

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