Pacheco cobra ‘espírito de estadista’ para enfrentar calamidade das chuvas em MG

Para Pacheco, a união de esforços entre os poderes é o caminho para mitigar os impactos dos temporais

O ex-presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) acompanhou, neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma visita à Zona da Mata mineira, região onde pelo menos 70 pessoas morreram por causa das chuvas. Durante o percurso pelas áreas mais afetadas, que incluem os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, o parlamentar defendeu a adoção de um “espírito de estadista” para gerenciar o que classificou como uma tragédia nacional.

Ao prestar solidariedade às famílias das dezenas de vítimas fatais, Pacheco enalteceu a mobilização do governo federal, ressaltando que a presença de Lula e de diversos ministros na região é um reflexo da responsabilidade política e da magnitude das adversidades enfrentadas pela população local.

O congressista destacou como fundamental a decisão de instalar um gabinete estendido em Juiz de Fora para agilizar as respostas governamentais aos danos severos na infraestrutura e nas edificações da região.

Para Pacheco, a união de esforços entre os poderes é o caminho para mitigar os impactos dos temporais, afirmando sentir-se reconfortado ao observar que o Executivo está destinando total atenção às demandas de Minas Gerais neste momento crítico.

No âmbito legislativo, o ex-presidente do Congresso Nacional anunciou que, a partir da próxima segunda-feira, o Parlamento concentrará energias na replicação de medidas de auxílio similares às adotadas durante as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em sua gestão anterior.

O senador propõe a ativação do que chama de “solidariedade federativa”, instando os congressistas a superarem divisões partidárias ou ideológicas em prol do estado mineiro. Entre as ferramentas legislativas que devem entrar na pauta prioritária estão a edição de medidas provisórias, a aprovação de decretos de calamidade, a suspensão de dívidas e a liberação de recursos extraordinários.

Rodrigo Pacheco reforçou que o papel do Poder Legislativo é tratar a catástrofe com a dimensão que ela exige, garantindo que as providências e os projetos necessários sejam tomados imediatamente após a visita oficial para dar o suporte financeiro e administrativo que a Zona da Mata demanda.

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