Ovos de chocolate não serão os itens mais vendidos desta Páscoa, diz CDL/BH
Apenas 35,3% dos consumidores planejam comprar o produto neste ano; queda nas vendas de ovos de Páscoa estão relacionadas ao preço do produto

Tudo indica que os ovos de chocolate não serão os itens mais vendidos em Belo Horizonte para a Páscoa de 2024. Neste ano, a expectativa é que os ovos artesanais e industrializados representem, juntos, apenas 35,3% das vendas. As barras e trufas (industrializadas e artesanais) serão os doces com a maior saída. Elas irão ser responsáveis por 64,7% dos produtos vendidos no período.
Os dados foram obtidos através de um levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), realizado entre os dias 19 de fevereiro e 05 de março, com 150 comerciantes especializados em chocolates e confeitaria. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (14).
Consumidores devem gastar R$ 37 por produto
Apesar dos altos preços, o item continua na lista de boa parte das famílias. De acordo com o levantamento, a os consumidores devem gastar, em média, R$ 37 com o produto. Como a expectativa é que sejam adquiridos pelo menos dois itens, o ticket médio deve ser de R$ 74.
"O ovo tem um significado tradicional e fraterno. Para muitos, especialmente para famílias com crianças, ele continua na lista”, avalia o presidente da CDL/BH.
Apesar dos preços continuarem altos, em 2024, o ticket médio caiu de 50,55 por produto (em 2023), para R$ 37. Com a queda no preço, os comerciantes estão otimistas.
"O levantamento também nos mostrou que 38% dos comerciantes esperam que as vendas sejam melhores ou muito melhores que as do ano anterior. Já 43,3% acreditam que será igual. Isso significa que o varejo, a cada data comemorativa, recupera um pouco mais sua confiança e estabilidade", afirma Souza e Silva.
Pesquisa pela internet e menos pechincha
Para a Páscoa deste ano, os consumidores decidiram realizar a pesquisa de preço pela internet. Entre os comerciantes entrevistados, 52,7% relataram uma diminuição nas sondagens e 23,3%, uma busca razoável. No ano anterior, os relatos foram de alta pesquisa (14,9%), razoável (48%) e (35,6%).
“Os belo-horizontinos estão pesquisando menos nas lojas físicas, pois transferiram este hábito para a internet. Ou seja, ele faz a sua busca nos sites e finaliza na loja. Isso tem reduzido o número de clientes pechinchando nos estabelecimentos. Mas a compra final na loja física, especialmente de itens delicados como chocolate, continua muito forte”, explica a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos.
Lojistas reclamam de aumento dos insumos
Apesar da expectativa de aumentarem as vendas, 50,7% dos comerciantes disseram que os preços praticados pelos fornecedores ficaram estáveis e 42,7% que aumentaram. Nos extremos, 2% afirmam que os preços reduziram/reduziram muito e 4,7% que aumentaram muito.
Em relação aos planos de estocar produtos, 62,7% dos entrevistados afirmam que vão manter o mesmo volume de estoque do ano passado,19,3% vão aumentar, 16% terão um estoque menor e 2%, muito menor.
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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


