Operação da Polícia Civil prende 21 pessoas suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas em Minas Gerais
A operação Retomada começou há mais de um ano e já havia prendido outros 28 suspeitos de abastecerem o tráfico de drogas da região do Vale do Aço

Nesta quinta-feira (18) 21 pessoas foram presas em Minas Gerais, suspeitas de participarem de uma organização criminosa que movimenta o tráfico de drogas na região do Vale do Aço. A ação da Polícia Civil foi desencadeada em 11 municípios e foram expedidos 47 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão.
A operação Retomada, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teve atuações em cinco cidades do Vale do Aço: Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Ipaba e Santana do Paraíso. As cidades do Rio Doce, Caratinga e Conselheiro, e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, também foram alvos da ação. Na região metropolitana, a polícia agiu em Contagem e Vespasiano. O município de Palhoça, em Santa Catarina, também foi alvo.
Dos 21 pesos, 12 já estavam detidos e tiveram um novo cumprimento de mando de prisão. A polícia também conseguiu recolher quatro armas de fogo, dois carregadores, diversas munições, um veículo, materiais para preparo de entorpecentes, uma prensa hidráulica, uma máquina de cartão, além de várias porções de drogas.
Investigações duram mais de um ano
A operação Retomada começou há mais de um ano, a partir de um inquérito policial instaurado para investigar uma organização criminosa que abastecia o tráfico de drogas mineiro e transportava abundância de entorpecentes para a região do Vale do Aço.
Outras ações da Polícia Civil já haviam prendido 28 pessoas em flagrante, apreendido meia tonelada de drogas, 12 armas, carros e valores em dinheiro de cerca de R$40 mil.
Além disso, várias contas bancárias foram bloqueadas, pertencentes aos investigados e pessoas que agiam como laranjas.
Os investigados vão responder pelos crimes de associação ao tráfico, tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
Participam da operação mais de 200 policiais da Polícia Civil e Militar, três promotores de Justiça, com apoio aéreo de dois helicópteros e canil de ambas as instituições de segurança pública.