Onda de calor, tempo seco e queimadas: entenda por que BH amanheceu enfumaçada
Capital mineira está sob alerta de baixas umidades e aumento de temperaturas nos próximos dias; não há previsão de chuva até meados de setembro

A semana começou mais uma vez com o céu de Belo Horizonte cheio de fumaça. Nesta segunda-feira (2), os moradores da capital mineira puderam observar uma espécie de névoa por cima da cidade.
Mas por que isso está acontecendo? Se engana quem pensa que apenas os incêndios registrados na região metropolitana são o único problema. A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia, Anete Fernandes, explica que o tempo seco e as altas temperaturas também estão por trás desse fenômeno.
"Não há perspectiva de melhora. Se reduzir as queimadas, melhora um pouco a questão do transporte de fumaça e fuligem. Mas uma limpeza da atmosfera, só com chuva. É o único mecanismo que realmente pode melhorar a qualidade do ar de maneira expressiva. Mas, por enquanto, não há perspectiva de chuva, não só na capital, mas em todo o estado, pelo menos até meados de setembro. Então, continuaremos com essa qualidade do ar complicada enquanto a gente tiver uma chuva que possa melhorar a situação", esclarece.
Previsão de onda de calor e tempo seco
Belo Horizonte completa, nesta segunda-feira (2), 137 dias sem chuva e, segundo a previsão do Inmet, o tempo seco deve piorar nos próximos dias. A capital mineira está sob alerta laranja do Inmet (perigo) para baixa umidade, com índices entre 12% e 20%.
O Inmet também chama atenção para o fato de que a baixa umidade eleva o risco de incêndios e pode causar ressecamento da pele, além de desconforto nos olhos, boca e nariz.
Além do tempo seco, uma nova onda de calor começa em grande parte do país nesta segunda, incluindo Belo Horizonte. A estimativa é que as temperaturas máximas fiquem 5°C acima da média, chegando a 34ºC até quarta-feira (4).
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Conforme o órgão, a onda de calor é o evento em que as temperaturas fiquem 5°C acima da média por um período superior a dois dias consecutivos. Normalmente, esses fenômenos afetam grandes áreas e causam risco à saúde humana.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


