Onça solta na Grande BH: bombeiros orientam população sobre animal
Felino foi visto duas vezes em quatro dias em Esmeraldas, mas não foi localizado pelos bombeiros; moradores relatam medo de sair de casa

Após uma onça ser vista duas vezes em quatro dias em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) orientou, nesta segunda-feira (16), que caso o felino seja visto novamente, a corporação deve ser acionada. Até o momento, os bombeiros não receberam nenhuma nova solicitação.
Ao acionar os bombeiros sobre o aparecimento do felino, a pessoa deve indicar o endereço exato. Imagens divulgadas nesta segunda-feira (16) mostram o animal pulando pelos telhados das casas. Uma equipe dos bombeiros esteve no local, mas não localizou a onça.
“O pessoal está muito apreensivo, principalmente as pessoas que trabalham. Elas normalmente pegam o ônibus entre 4h e 5h da manhã. A maioria aqui do bairro vai até o final da linha para conseguir ir sentada, porque o ônibus já vem cheio. Só que próximo ao ponto tem muita mata, muitos lotes com mato muito alto”, contou o morador Marcos San Juan.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 5h desta segunda-feira (16), na Rua Três Marias. No dia 12, os militares já haviam sido chamados à Rua Petrolina, após imagens de câmeras de segurança mostrarem a onça caminhando tranquilamente pela via por volta das 21h45.
Já nesta segunda-feira, um morador da Rua Salinas, que fica logo abaixo da Rua Petrolina, voltou a ver o animal.
O que fazer ao encontrar uma onça?
Diante das recentes aparições da onça em Esmeraldas, na Grande BH, os bombeiros levantaram algumas orientações para caso o animal seja visto novamente.
“É importante a gente saber como agir, né, para garantir a nossa segurança, evitar os riscos das pessoas que estão em volta. Por mais desesperador que seja aquela situação, o ideal é sempre manter a calma, jamais correr”, explicou o sargento Azevento.
De acordo com ele, correr pode ativar o instinto de caça daquele animal. Ele também orientou a população a não dar as costas, manter sempre o contato.
“Mas não olhe diretamente o animal nos olhos para ele não se sentir desafiado. Ficar de pé também, porque isso faz com que você pareça maior que aquele animal… então, você pode levantar os braços, abrir uma blusa, um casaco ou colocar um objeto como uma mochila, por exemplo, acima da cabeça, e gritar também…Pedir para o socorro, pode fazer com que aquele animal ali ele saia daquele local”, afirmou.
Outra orientação é sair de uma forma lenta, sem fazer movimentos bruscos para não assustar, além de dar espaço para que o felino tenha alguma rota de fuga. “Uma dica importante é fazer barulho quando você for caminhar para que aquele animal perceba a sua presença, a presença de um grupo de pessoas e se afaste”, continuou o sargento Azevedo.
De acordo com o militar, os animais só atacam quando eles se sentem ameaçados. “Quando ele vê que tem a presença ali de pessoas, a tendência é ele ir para um local de segurança e um local afastado daquelas pessoas”, afirmou.
Em caso de emergência, o corpo de bombeiros deve ser acionado por meio do número 193.
Hábitos noturnos
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o animal tem hábitos noturnos e pode estar saindo da área de mata próxima em busca de alimento.
“Bombeiros estiveram no local, mas não localizaram o animal. A Polícia Militar Ambiental também esteve ontem (15) no município e não encontrou o felino”, informou a corporação.
Ainda segundo os militares, a onça normalmente não ataca pessoas. “Naturalmente, não ataca pessoas. Ela pode reagir apenas se estiver acuada ou se sentir ameaçada”, explicaram.
Os bombeiros também avaliam que a presença de animais domésticos pode ter atraído o felino. “Pode ser que algum imóvel tenha criação de galinhas, porcos ou cabritos, o que pode ter chamado a atenção da onça pela disponibilidade de alimento”, disseram.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura da cidade e aguarda um posicionamento.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.





