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'Não pode usar o nome de Deus para cometer atrocidades', diz vítima de pastor condenado

Pastor foi condenado por importunação sexual contra uma mulher em Belo Horizonte; líder religioso presidia igreja no bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte

Por e 
Pastor de 51 anos, presidia a Igreja Pentecostal Gideões de Fogo da Última Hora do bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte
Pastor de 51 anos, presidia a Igreja Pentecostal Gideões de Fogo da Última Hora do bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de Belo Horizonte • Reprodução | Google Street View

Uma mulher que denunciou ter sido abusada sexualmente por um pastor em Belo Horizonte celebrou nesta quarta-feira (19) a condenação dele por abusar de outra vítima.

O líder religioso foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto pelo crime de importunação sexual. Além disso, foi fixada uma indenização de R$ 10 mil à vítima. A sentença foi proferida em 6 de julho.

O pastor presidia a Igreja Pentecostal Gideões de Fogo da Última Hora do bairro Jardim Vitória, na Região Nordeste de BH, mas renunciou ao cargo após a repercussão das denúncias.

A denunciante ouvida pela Itatiaia relatou que a condenação trouxe alívio. "Ainda acredito que são mais sete ou oito casos a serem julgados e nós estamos confiantes de que a justiça vai ser feita e que ele possa responder com as duras penas da lei", afirmou.

A mulher, hoje com 36 anos, contou que sofreu os primeiros abusos há cerca de 20 anos. Ela tentou buscar ajuda dentro da própria igreja, mas foi difamada e acusada de "levantar" contra a vida do pastor.

"Perduraram por muitos anos os abusos psicológicos e ameaças. Ensinavam dentro da Bíblia que, se falássemos qualquer coisa contra ele, estaríamos levantando contra Deus, que seríamos punidos com maldição, que seria visitado até a terceira e quarta geração e que, se um dia tivéssemos filhos, iria respaldar sobre os filhos por levantar contra a vida dele", relatou.

De acordo com a denunciante, o líder religioso chamava as vítimas para conversar com o pretexto de passar uma orientação religiosa e cometia os abusos.

"Acredito que, graças a Deus, ele não vai mais cometer esses tipos de abuso, porque, como diz o Renato [Rios Neto], a casa caiu. E Deus tem feito justiça. Deus é um Deus justo. A base do trono do Senhor é a justiça. E ele não pode usar o nome de Deus para cometer atrocidades e sair impune, não", concluiu.

A Itatiaia entrou em contato com a defesa do pastor e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.

 

 

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