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Mutirões contra a dengue retiram quase 300 toneladas de possíveis criadouros em BH

Ao todo já foram 195 ações, a desta quinta-feira (24) aconteceu no Barreiro; moradores foram orientados a separar objetos que poderiam acumular água e servir de criadouro do mosquito

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Mutirões contra a dengue retiram quase 300 toneladas de possíveis criadouros em BH
Mutirões contra a dengue retiram quase 300 toneladas de possíveis criadouros em BH • Fabiano Frade

A Prefeitura de Belo Horizonte realiza, nesta quinta-feira (24), um mutirão de limpeza para combater possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, na região do entorno do Centro de Saúde Milionários, na região do Barreiro.

Antes do mutirão, moradores foram orientados pelos agentes de combate às endemias a separar e colocar em frente às residências objetos que poderiam acumular água. O material foi recolhido pelas equipes de limpeza.

Moradores aproveitaram a ação para descartar objetos que estavam sem utilidade e poderiam representar risco. “Recolhi os lixos, já ensaquei tudo. Os garis, na hora que chegar aqui, já facilita para eles”, contou o aposentado Carlos Antônio Ribeiro de Castro.

Juarez Ribeiro, que trabalha com entregas, também aproveitou a oportunidade para descartar móveis quebrados. “Tem duas cadeiras aqui que estão quebradas, que o caminhão não leva. A gente vai aproveitar para colocar lá”, explicou.

BH já realizou 195 mutirões

Segundo Vitor Dias, gerente de Operações de Campo da Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura já realizou 195 mutirões de limpeza neste ano. As áreas são definidas a partir de uma avaliação de risco, que considera informações obtidas pelas armadilhas de monitoramento e a percepção dos agentes que atuam em campo. “Existe uma avaliação do risco que a gente consegue identificar através das nossas armadilhas, da percepção dos agentes, para identificar os territórios que necessitam desse mutirão”, explicou.

De acordo com o gerente, as ações já resultaram na retirada de quase 300 toneladas de materiais que poderiam se transformar em criadouros do mosquito.

Vitor Dias destaca, porém, que os mutirões dependem da participação dos moradores. “O grande desafio nosso é que esse trabalho é realizado com a população. Então a gente precisa sempre dessa parceria da população colaborando, colocando esses materiais para fora para que o caminhão possa recolher”, afirmou.

Prevenção deve ser feita toda semana

Além da retirada de materiais, os agentes orientaram os moradores sobre os cuidados necessários para evitar a reprodução do Aedes aegypti.

A recomendação da Secretaria Municipal de Saúde é que cada morador reserve pelo menos dez minutos por semana para fazer uma vistoria dentro e no entorno da residência.

Durante a inspeção, é importante verificar locais como pratos de plantas, ralos, calhas, caixas-d’água e bebedouros de animais. Qualquer recipiente que possa acumular água deve ser eliminado, esvaziado ou mantido protegido.

Para Vitor Dias, a prevenção precisa fazer parte da rotina e não deve depender da chegada de um mutirão. “O olhar do próprio morador para sua residência e os dez minutos que ele tirar por semana para olhar o seu imóvel fazem toda a diferença no decorrer do ano e certamente evitam qualquer epidemia”, destacou.

A Prefeitura mantém uma agenda de mutirões em diferentes regiões de Belo Horizonte, priorizando áreas identificadas como de maior risco para a proliferação do mosquito.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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