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Mulher que teria sido sequestrada por ex é resgatada de penhasco na Serra do Rola-Moça

Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi acessada e içada em segurança, conforme o CBMMG

Por e 
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi encontrada com vida no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça • Imagens cedidas à Itatiaia

Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi resgatada com segurança de um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça nesta terça-feira (26), conforme o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBBMG). Ela foi acessada e içada pela aeronave Arcanjo da corporação. Ana Cláudia foi localizada pela Polícia Militar nesta terça, ela estava desaparecida desde segunda-feira (25), quando teria sido sequestrado pela ex-companheiro. Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi preso pela Polícia Militar também nesta terça. Segundo o ex-genro dele, o suspeito afirmou, em ligação, que estava em um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça e ameaçou jogar Ana Cláudia do local.

De acordo com informações iniciais do CBMMG, a mulher estava consciente, orientada e conversando com as equipes de resgate. Ela estava em local de difícil acesso e a corporação está fazendo uma operação para retirá-la em segurança. A aeronave Arcanjo com equipe médica foi acionada para transportar Ana Cláudia da serra para uma unidade hospitalar. O ponto exato e a altitude em que a mulher foi encontrada ainda não foram informados.

Thaine Eloisa Rodrigues de Souza, filha de Ana Cláudia, acionou a Polícia Militar para comunicar o desaparecimento da mãe. Conforme relato da jovem aos militares, Ana Cláudia havia deixado a filha mais nova, de 9 anos, na escola antes de seguir para o trabalho. Durante o trajeto, ela percebeu a presença do ex-companheiro, com quem teve um relacionamento conturbado por cerca de 10 anos. O homem estava usando blusa preta e bermuda marrom.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, ao se aproximarem da escola, a criança reconheceu um Chevrolet Onix azul, afirmando que o carro pertencia ao pai. Ana Cláudia enviou uma mensagem via WhatsApp para a filha mais velha, mas não voltou a fazer contato.

Horas depois, Thaine recebeu ligações de parentes questionando o paradeiro da mãe, após a patroa da vítima informar que ela não havia chegado ao trabalho e não atendia às chamadas telefônicas. Sem conseguir contato, a filha acionou a polícia. Thaine informou ainda que a mãe usava camisa clara e calça jeans no momento do desaparecimento.

Durante as diligências, Danilo Douglas Magalhães Sousa, de 34 anos, ex-genro do suspeito, contou aos militares que conseguiu falar com Silvanildo por telefone. Segundo ele, o homem afirmou que estava com Ana Cláudia e que teria sequestrado a vítima.

Ainda conforme o depoimento, Silvanildo disse que estava próximo ao bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, em um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, e ameaçou jogar Ana Cláudia do local. Danilo tentou convencer o suspeito a desistir e pediu a localização exata para encontrá-lo.

O suspeito então teria orientado Danilo a seguir sozinho até um supermercado, no Jardim Canadá, passando pela entrada de um condomínio e seguindo por uma estrada até o ponto indicado. No entanto, ao chegar ao local, Danilo não encontrou nem Silvanildo, nem Ana Cláudia.

Histórico de agressões 

“Nunca tive um bom convívio com ele, porque nunca compactuei com as coisas que ele falava, com a pessoa que ele era, porque ele sempre demonstrou ser uma pessoa ruim. Minha mãe já teve uma desavença com ele um tempo atrás. Ele já tentou jogar ela na churrasqueira”, disse Thaine Eloisa sobre o suspeito. Segundo ela, o ex-companheiro da mãe tentou também “acender fósforos” em cima de Ana Cláudia.

Thaine Eloisa diz que a mãe e o homem terminaram em fevereiro e, na semana passada, ela fez uma medida protetiva contra ele, o que poderia ter deixado o homem nervoso. Sobre a suspeita de que Silvanildo tenha feito algo com a mãe, a jovem disse que imaginava que algo do tipo poderia ocorrer. “Sempre ficava com esse medo no meu peito. Sempre também colocando nas minhas orações para que Deus tocasse no coração dele para ele dar paz para minha mãe, porque minha mãe já não estava vivendo, minha mãe estava triste”, contou. 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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Jornalista formado pela PUC Minas. Na Itatiaia, atua como produtor, editor e repórter.