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Movimentos sociais protestam contra aumento da passagem de ônibus em BH

O protesto acontece na noite desta terça-feira (25), na Praça Sete

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O novo valor da passagem se deu após um acordo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e as empresas de transporte, mediado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais
O novo valor da passagem se deu após um acordo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e as empresas de transporte, mediado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais • Gustavo Cícero | Itatiaia

Membros de movimentos sociais realizam, na noite dessa terça-feira (25), uma manifestação na praça Sete, no hipercentro de Belo Horizonte conta o aumento da passagem dos coletivos da capital que passou de quatro e cinquenta para seis reais.

O novo valor da passagem se deu após um acordo entre a Prefeitura de Belo Horizonte e as empresas de transporte, mediado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Neste momento eles fecharam a avenida Afonso Pena, sentido Mangabeiras, e devem seguir até a porta da PBH.

Insatisfação

O integrante do movimento Tarifa Zero BH, André Veloso, comenta o objetivo da manifestação no hipercentro de Belo Horizonte.

"Queremos que o Fuad Noman revogue o decreto que aumentou a tarifa, é o básico para começarmos a conversar. Não é possível aumentar R$ 1,50 do dia para a noite. Tem pessoas escolhendo entre comer ou pegar ônibus, entre comer ou ir ao centro da cidade procurar emprego. É um absurdo", explca.

André afirma que dirigentes lojista estão reclamando de desemprego e questionando o vale transporte.

"Não é possível que o Fuad faça esse crime com a população, ele nos obrigou a ir para a rua, a culpa é do prefeito", conta.

"Vamos até a porta da Prefeitura e vamos queimar uma catraca no meio da rua. Queremos ônibus sem catraca, nosso objetivo é ter tarifa zero, já começou pelas linhas de vilas de favelas, agora falta em todo o serviço. Há solução, há que se propor um subsídio, há que se enfrentar os empresários, mas é esse arranjo é possível e já está sendo aventado em várias cidades do Brasil", completa.

O presidente da Associação de Usuários do Transporte Coletivo da Grande Belo Horizonte (AUTC), Francisco Maciel, comenta o motivo da indignação.

"Nós estamos na rua para dizer não ao aumento dessa tarifa, tem que abaixar, ela é injustificável. Todo ato público administrativo tem que vir com razoabilidade, não é razoável aumentar de R$ 4,50 pra R$ 6. Não aceitamos o discurso que há crise no sistema de transporte coletivo", protesta.

Para Francisco, a alternativa para solucionar esse aumento seria seguir o que diz a lei orgânica e a constituição.

"Transporte é direito social garantido pela constituição, não é mercado, tem que ter subsídio. Quem é beneficiado pelo transporte coletivo é a cidade, o comércio, a indústria, o serviço, e não o usuário. Passageiro só toma ônibus porque é obrigado, ninguém pega ônibus porque quer", critica.

Confira imagens do protesto

A matéria está em atualização.

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Apaixonado por rádio, sou um bom mineiro que gosta de uma boa conversa e de boas histórias. Além de acompanhar a movimentação do trânsito, atuo também na cobertura de vários assuntos na Itatiaia. Sou apresentador do programa 'Chamada Geral' na Itatiaia Ouro Preto.

 

 

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