Mineira com a 'pior dor do mundo’ é autorizada pela Justiça a plantar maconha em casa
No despacho, é destacado que Carolina, com o uso medicinal da Cannabis, apresenta melhora na tolerabilidade da dor, no padrão de sono, na ansiedade e tem 'ganho significativo' em sua qualidade de vida

A veterinária mineira Carolina Arruda, de 28 anos, que sofre com intensas dores devido ao diagnóstico de neuralgia do trigêmeo, foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a plantar maconha em casa para fins medicinais.
A doença é conhecida por causar “a pior dor do mundo”. A informação foi divulgada pela “Folha de São Paulo” neste domingo (28).
O caso da mineira veio à tona depois que ela divulgou, nas redes sociais, uma vaquinha para tentar conseguir passar por um processo de eutanásia na Suiça, país europeu onde a prática é permitida por lei.
No despacho, é destacado que Carolina, com o uso medicinal da Cannabis, apresenta melhora na tolerabilidade da dor, no padrão de sono, na ansiedade e tem “ganho significativo” em sua qualidade de vida.
A mineira vem realizando diversos tratamentos para tentar aliviar as dores que sente, como cirurgia e medicação com cetamina.
Contudo, Carolina afirmou, no começo deste ano, que um tratamento que realizou no ano passado não evoluiu como esperado e que ela não descarta a eutanásia.
A liminar autoriza que o marido de Carolina, Pedro Augusto Arruda Leite, realize o plantio devido à baixa mobilidade da esposa.
A atividade deve ser fiscalizada por autoridades policiais e sanitárias e excessos na quantidade cultivada podem causar interrupção e destruição do plantio.
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