O governo de Minas Gerais vai lançar na próxima semana um serviço de teleorientação em saúde para ajudar os pacientes a decidir qual unidade procurar — se uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), um posto de saúde ou um hospital.
A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, durante encontro com a imprensa nesta segunda-feira. Segundo ele, o serviço será implantado inicialmente em Vespasiano e Lagoa Santa. A expectativa é que, até o meio do ano, a ferramenta também esteja disponível pelo aplicativo MG App.
Durante a coletiva, Baccheretti fez um balanço das ações da secretaria nos últimos anos e afirmou que a pasta pretende ampliar o uso de tecnologia no sistema público de saúde. Entre as medidas, está o monitoramento digital de exames preventivos de câncer de mama, colo do útero e próstata.
Secretário de Sáude, Fábio Bacheretti
O secretário também detalhou mudanças no sistema SUS Fácil, que passará a contar com inteligência artificial para auxiliar médicos na tomada de decisão clínica.
Segundo ele, a tecnologia vai reunir dados de exames e sintomas dos pacientes para gerar um resumo que facilite a avaliação médica. “Nós não vamos substituir o médico. Pelo contrário, vamos ampliar o número de profissionais. A inteligência artificial vai organizar os dados de exames e sintomas e indicar, por exemplo, quando um paciente precisa de atenção imediata”, afirmou.
A nova plataforma também permitirá ao governo acompanhar em tempo real a disponibilidade de leitos na rede hospitalar credenciada, evitando situações em que hospitais alegam falta de vagas.
Novos hospitais regionais
Durante a coletiva, o secretário confirmou ainda investimentos de quase R$ 1 bilhão para concluir cinco hospitais regionais considerados estratégicos no estado.
As unidades ficam em:
Teófilo Otoni — previsão de abertura de internação entre abril e maio;
Sete Lagoas — entrega prevista para maio;
Divinópolis — início das atividades em junho;
Governador Valadares — previsão de entrega em junho;
Conselheiro Lafaiete — conclusão das obras em dezembro.
Em Belo Horizonte, o secretário também citou o projeto do Hospital Padre Eustáquio, que deve ficar pronto em três a quatro anos. A unidade será formada pela integração de estruturas hoje existentes, como a Maternidade Odete Valadares, o Hospital Eduardo de Menezes, o Hospital Alberto Cavalcanti e o Hospital João Paulo II.
A previsão é que o novo hospital tenha mais de 130 apartamentos, com possibilidade de ampliação do número de leitos.
Vacinação e doenças após chuvas
O secretário também comentou a expectativa de ampliar a vacinação contra a dengue em Minas, com a chegada de cerca de 2 milhões de doses. A previsão é que idosos passem a integrar o público-alvo da vacina no próximo ano.
Sobre os casos de Leptospirose, Baccheretti explicou que, após períodos de chuvas intensas e alagamentos, é comum haver aumento nas notificações por causa dos sintomas semelhantes à doença. No entanto, segundo ele, a maioria dos exames tem resultado negativo e não há registro de surto em 2026, com uma morte confirmada até o momento.