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‘Minas tem mais de 3 mil presos ligados a facções como PCC e CV’, diz secretário

Secretário Rogério Greco detalhou como as facções estão divididas em presídios mineiros

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Rogério Greco (Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública) • Luiz Santana

O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, afirmou que mais de 3 mil presos no estado são ligados às maiores facções criminosas do país e classificou como preocupante o crescimento de grupos como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) no país.

“Minas hoje tem 3.085 presos faccionados. Em torno de 2.100 do PCC e 800 do CV, o resto dividido em ADA e outras facções menores”, afirmou Greco.

O secretário participou nesta terça-feira (16) de uma audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para prestar contas sobre a área de segurança. O programa Assembleia Fiscaliza ouve secretários de todas as pastas ao longo desta semana.

Em sua apresentação, Greco afirmou que Minas está entre os três estados mais seguros do país e citou exemplos de outros estados em que as facções já controlam territórios e são responsáveis até pelo esvaziamento de bairros e cidades.

“Estamos vivendo um momento complicado de crescimento dessas facções criminosas. As facções estão no Brasil inteiro. Não temos uma facção mineira, mas lidamos com as facções de outros estados, como PCC, CV, o TCP. Em outros estados temos colapso total, com cidades desertas, com moradores expulsos por facções. Em Minas, ainda estamos entre os três mais seguros da população”, avaliou Greco.

Como é divisão de facções nos presídios mineiros?

  • Presos ligados ao PCC: 2.100
  • Presos ligados ao CV: 800
  • Presos ligado a outras fações (ADA, TCP, etc): 100

“Para termos um combate mais duro contra essas facções, é preciso que eles tenham um lugar e um tratamento diferenciado. Nós destacamos seis unidades específicas para presos faccionados, com as melhores estruturas, todas com bloqueadores de telefone - um dos problemas dessas facções é a permanência do contato entre interno e externo -, as visitas são feitas através de parlatórios, não tem contato pessoal. Com isso evitamos de enviar esses presos para unidades federais", explicou o secretário de Segurança.

Aumento de presos em MG

Greco explicou ainda que o sistema prisional de MG aumentou significativamente o número de detentos nos últimos meses.

“Nós tivemos aumento significativo no ano passado. Em 12 meses nós pulamos de 60 mil para 72 mil presos. Um acréscimo muito grande. Hoje Minas tem a segunda maior população prisional do país”, disse Greco.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.