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Menos de 10% das cidades de MG atingem meta de vacinação contra HPV entre meninos

Estudo da UFMG aponta baixa cobertura e desigualdade entre municípios; estudo mostra que, entre 2014 e 2022, apenas 9,96% dos adolescentes de 9 a 14 anos estavam completamente imunizados

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Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Menos de 10% das cidades mineiras atingiram a meta de cobertura vacinal contra o HPV entre meninos. Os dados são de um levantamento do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O estudo também mostra que, entre 2014 e 2022, apenas 9,96% dos adolescentes de 9 a 14 anos em Minas Gerais estavam completamente imunizados contra o vírus.

Além da baixa cobertura, a pesquisa aponta desigualdade entre os municípios: cidades com menor poder econômico concentram os piores índices de vacinação.

Segundo a professora da Escola de Enfermagem da UFMG, Fernanda Penido, o cenário é preocupante e está diretamente ligado ao acesso à informação.

“Esse é um cenário que muito nos preocupa. A gente ainda não alcançou as metas de cobertura, especialmente no caso da vacina contra o HPV. A situação é mais grave em municípios onde há menor escolaridade e menor percepção do risco da doença”, afirma.

Importância da vacina

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde para meninos e meninas de 9 a 14 anos, em dose única.

De acordo com a especialista, a imunização é fundamental não apenas para meninas, mas também para meninos.

“A vacina é a forma mais eficaz de prevenir o câncer do colo do útero, mas também protege contra outros tipos de câncer, como os de cabeça e pescoço”, explica.

O HPV (papilomavírus humano) é transmitido principalmente por via sexual, e a vacinação reduz significativamente o risco de infecção.

“Quando a gente se vacina, diminui muito a chance de contrair o vírus e também de transmiti-lo. A vacinação não é só uma proteção individual, mas coletiva”, destaca.

Apesar de avanços ao longo dos anos, os índices ainda estão abaixo do ideal em Minas Gerais e no Brasil, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e às campanhas de imunização.

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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, trabalhou na produção de matérias para a rádio, na Central Itatiaia de Apuração e foi produtora do programa Itatiaia Patrulha. Atualmente, cobre factual e é repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.