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Menino de 4 anos, que viveu desde os 9 meses no hospital, recebe alta em MG

Adryan nunca havia ido para casa e deixou hospital de Uberaba após mais de três anos de internação

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Depois de passar quase toda a vida dentro de um hospital, o menino Adryan Oliveira dos Santos, de 4 anos, recebeu alta nesta segunda-feira (25) e poderá, pela primeira vez, viver em casa com a família. Internado desde os nove meses no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba, na Região do Triângulo Mineiro, o menino deixou a unidade após um processo de desospitalização acompanhado por uma equipe multidisciplinar.

Adryan nasceu com uma grave asfixia perinatal e foi levado diretamente para a UTI, onde precisou ser entubado. A condição evoluiu para uma paralisia cerebral, tornando-o dependente de ventilação mecânica e gastrostomia, procedimento utilizado para alimentação e administração de medicamentos. “Após o seu nascimento, Adryan foi direto para a UTI, pois não conseguia respirar. Foi entubado, não tinha nenhum tipo de expressão, nem mesmo chorava. Apesar de tudo, eu nunca desisti dele”, relembra a mãe, Natallia de Oliveira Santos.

Sem nunca ter ido para casa, Adryan chegou ao HC-UFTM aos nove meses, transferido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Aos dois anos, saiu da UTI Neonatal para a enfermaria pediátrica, onde permaneceu internado até agora. Foi dentro do hospital que Natallia aprendeu a cuidar do filho. “O que eu só sabia na teoria, vendo os profissionais fazerem, aprendi na prática: aspirar, dar banho, posicionar e os cuidados em geral. Isso me aproximou ainda mais do meu filho”, conta.

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A alta foi possível graças ao Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, que oferece acompanhamento domiciliar para pacientes que necessitam de cuidados contínuos. Em Uberaba, a assistência inclui visitas de fisioterapeutas, enfermeiros, assistentes sociais e médicos diretamente na residência da criança. Segundo a pediatra Ana Laura de Almeida, que acompanhou o caso, a ida para casa representa uma nova etapa para a família. “Em casa, longe do ambiente hospitalar, as crianças ficam menos expostas a vírus e bactérias, recebem estímulos diferentes e podem viver uma rotina mais agradável”, afirma.

A equipe do HC-UFTM destaca que a desospitalização vai além da alta médica e envolve preparação da família, adaptação da casa e acompanhamento permanente da rede de saúde. O hospital conta com um Núcleo de Desospitalização responsável por coordenar todo o processo. Agora, após mais de três anos vivendo entre UTIs e enfermarias, Adryan poderá conviver diariamente com a mãe, a irmã e os familiares fora do ambiente hospitalar.

“Depois de tantos anos, ele poder viver em casa comigo e com a irmã dele, e receber o carinho da família, será a melhor experiência da minha vida ao lado dele”, diz Natallia.

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