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Menina de 4 anos inicia tratamento preventivo contra HIV após ser ferida por colega em escola de MG

Segundo a mãe, o colega da filha pegou o objeto cortante em casa; caso aconteceu em escola municipal de Sete Lagoas

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Criança de 4 anos ficou ferida em escola de Sete Lagoas • Imagens cedidas

Uma criança de 4 anos está em tratamento de profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV, após ser ferida por um objeto cortante, levado por um colega de sala, na Escola Municipal Professor Lanza Neto em Sete Lagoas, Região Central do estado. A profilaxia significa um conjunto de medidas e cuidados destinados a prevenir o surgimento, o desenvolvimento ou a propagação de doença

Em entrevista à Itatiaia, a mãe da criança contou que tudo aconteceu na manhã dessa quinta-feira (17), logo após a entrada da filha na escola. "Estavam todos os alunos sentadinhos na sala, minha filha junto com as crianças. Ele [outro aluno] simplesmente levantou, tirou isso [objeto cortante] da mochila e passou na minha filha", relatou a mulher, de 30 anos.

Segundo a mãe, o colega da filha, de também 4 anos, trouxe o objeto de casa. Após o ocorrido, a escola acionou a mãe das crianças.

A mãe levou a filha para Hospital Municipal e, durante o atendimento, os médicos recomendaram tratamento de profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV, devido à exposição a risco biológico.

Como funciona o tratamento PEP

De acordo com a mãe, a filha será submetida aos medicamentos a cada 12h, por 28 dias. Ela também afirmou que não sabe quando será possível o retorno da criança as atividades escolares. "A gente, nesse primeiro momento, não sabe o que fazer. Demoram uns 10 dias para criança começar se adaptar melhor, parar de ter náusea e vômito", explicou.

Entre os efeitos colaterais também estão letargia, perda de peso e perda de apetite. 

De acordo com o Ministério da Saúde, A PEP é considerada uma situação de urgência, tendo em vista o tempo limitado para a iniciar a profilaxia medicamentosa. Ela tem por base o uso de medicamentos antirretrovirais com o objetivo de reduzir o risco de infecção em situações de potencial exposição ao vírus.

De acordo com a mãe, todos os medicamentos foram fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"As pessoas veem, acham que é um corte superficial, até a gente explicar essa questão de risco biológico. É uma criança de 4 anos tendo que tomar um medicamento forte desse", lamentou a mãe.

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O que diz a escola?

Em entrevista, a mãe relatou à Itatiaia não ser a primeira vez que a escola é alertada sobre a criança que levou o objeto cortante. Segundo ela, durante a reunião sobre o ocorrido, a mãe do menino se recusou a assinar um documento feito pela escola.

Procurada pela reportagem a Prefeitura de Sete Lagoas informou ter conhecimento da situação. Confira trechos da nota:

"O objeto levado por um dos estudantes foi imediatamente retirado assim que a situação foi identificada. Os responsáveis pela criança também foram comunicados e orientados pela equipe escolar.

A Secretaria Municipal de Educação informa ainda que as famílias envolvidas estão sendo acolhidas e orientadas, e que o caso está sendo acompanhado pela equipe da Secretaria, dentro das atribuições da rede municipal de ensino e em articulação com os órgãos competentes, quando necessário.

Como parte das providências, está sendo realizada uma avaliação conjunta pela equipe gestora, equipe psicossocial e profissionais da unidade escolar, com o objetivo de analisar cuidadosamente a ocorrência, ouvir os envolvidos e definir as medidas pedagógicas, administrativas e de proteção adequadas.

O caso permanece em acompanhamento, e novas providências serão adotadas conforme a avaliação dos profissionais responsáveis e as orientações dos órgãos competentes."

 

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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