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Marretada, facada e perseguição: polícia toma decisão sobre envolvidos em briga no Anel Rodoviário

Nessa quarta (4), dois homens se envolveram em uma briga de trânsito após uma perseguição de Divinópolis, no Centro Oeste, ao Anel Rodoviário, em BH

Por e 
Confusão no Anel Rodoviário de BH tem marretada e facada entre envolvidos. • Imagens cedidas à Itatiaia

Os dois homens, de 38 e 45 anos, que se envolveram na briga de trânsito que terminou com golpes de faca e marreta após uma perseguição de Divinópolis, no Centro Oeste de Minas, até o Anel Rodoviário, em Belo Horizonte, foram ouvidos e liberados após assinarem Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). As informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5).

Eles podem responder pelos crimes de "lesão corporal e por trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano", conforme informou a PC.

Os envolvidos assinaram o documento de compromisso de comparecimento em audiência a ser agendada pelo Juizado Especial Criminal e, em seguida, foram liberados.

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O que aconteceu

O caminhoneiro, que vinha de Franca, no interior de São Paulo, com a esposa e o filho dentro do veículo, se desentendeu com o motorista do Gol, que tinha outro homem no banco do carona. A esposa do caminheiro diz que o marido buzinou, pedindo passagem para o motorista do carro. Os dois seguiram por mais de 100 km, até Belo Horizonte. Chegando no Anel Rodoviário, altura do bairro Caiçara, na região Noroeste da capital, o trânsito obrigou os dois a parar.

O motorista do carro desceu, e segundo a polícia, deu um golpe de marreta no rosto do caminhoneiro, que revidou dando uma facada no braço do motorista do Gol.

O caminhoneiro foi atendido na Upa Diamante, e depois no Hospital João XXIII. Já o motorista do Gol foi encontrado pela Polícia Militar horas depois, quando buscou atendimento para a ferida no braço, no hospital Risoleta Neves, em Venda Nova. Os dois foram conduzidos para a delegacia pelo crime de lesão corporal.

'Momento de terror'

A esposa do caminhoneiro afirma que o motorista do Gol deu uma fechada no marido dela, e começou a perseguir o caminhão. “A gente viveu um momento de terror. Teve um indivíduo que cortou na nossa frente. Meu marido pediu passagem, e ele mostrou o dedo para nós. Depois disso, ele não parou de nos perseguir”, contou à Itatiaia.

“O trânsito estava parado. Foi quando um desceu e outro ficou dirigindo. Ele deu uma marretada na cabeça do meu marido. Tínhamos uma faca para comer e meu marido atingiu o motorista para ver se ele saía. Vi a morte”, contou.

Outro lado

A versão da esposa do motorista do Gol é diferente: ela afirma que o caminhoneiro bateu na traseira do carro e fugiu. “Ele bateu evadiu. Você pode olhar o carro, está todo destruído”, contou à reportagem. “Ele jogou o caminhão em cima do carro, na vala, para fora da rodovia. Ele está totalmente errado", disse.

"Meu marido parou no posto policial, sentido Itaúna, mas não tinha polícia lá. Nada foi feito. Meu marido tentou parar. Ele deu uma facada no braço do meu marido e meu marido que saiu como errado”, acrescentou.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está como editor de Cidades, Brasil e Mundo.

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.