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Marido diz ter ‘muita pena’ de mulher presa por forjar próprio sequestro

Homem de 51 anos afirma que esposa enfrenta problemas financeiros há anos e fez empréstimos que deixaram a família endividada

Por e 
Veja o que se sabe sobre motorista sem CNH que matou criança em Nova Lima
Veja o que se sabe sobre motorista sem CNH que matou criança em Nova Lima • Polícia Civil/Divulgação

O marido da mulher de 40 anos presa por forjar o próprio sequestro para cobrar R$ 14 mil da família afirmou à Itatiaia que está aliviado após a polícia descobrir a farsa, mas que sente “muita pena” da esposa. Ela foi presa em flagrante, em Belo Horizonte, nessa segunda-feira (24), pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)

Segundo o homem, de 51 anos, a mulher enfrentava há anos problemas relacionados a dinheiro e teria feito empréstimos sem o conhecimento dele. Ele afirma que chegou a vender um carro e depois descobriu que o dinheiro havia sido gasto pela esposa.

“Eu poderia hoje estar muito nervoso pela situação que ela fez, mas eu estou aliviado e com muita pena dela. Ela é uma pessoa muito boa, inteligente, gosta de ajudar as pessoas, mas é uma pessoa que precisa de um tratamento. Ela é muito ambiciosa por dinheiro”, contou.

O homem afirma que a esposa costuma gastar dinheiro com alimentação, roupas, passeios e para 'agradar outras pessoas'. Segundo ele, ela também teria feito empréstimos em sua conta, o que deixou a família endividada.

O casal tem um filho de 1 ano. O marido contou que está preocupado com a criança, que estaria sentindo a ausência da mãe.

“Eu estou aí nessa situação com um filho de um ano precisando da mãe, que chora a noite toda. Já tem dois dias que eu não durmo. Eu poderia estar com raiva dela, mas estou morrendo de pena dela”, disse e entrevista à Itatiaia.

Dívidas com agiotas

A ocorrência começou no domingo (23), quando o marido e as irmãs da mulher procuraram a Polícia Civil e relataram ter recebido mensagens de pedido de ajuda. Nos contatos, supostos sequestradores afirmavam ter capturado a mulher e exigiam R$ 14 mil pelo resgate.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher teria alegado que forjou o próprio sequestro para conseguir dinheiro e quitar dívidas com agiotas.

O marido, porém, afirmou que os problemas financeiros da esposa eram antigos. Ele também relatou que ela costumava pedir dinheiro emprestado a familiares e outras pessoas.

Segundo o homem, um empréstimo de R$ 460 teria sido feito com o cunhado, que posteriormente contou a ele sobre a dívida.

“Ela consegue pedir dinheiro emprestado. Para quê? Para não comprar nada. Ela não é viciada, não fuma, se beber, bebe pouco. Gasta dinheiro com comida e compra roupa”, afirmou.

Ele também contou que a esposa costumava gastar dinheiro com alimentos para os filhos e outras pessoas.

Marido suspeitou da farsa

O homem afirmou ainda que começou a desconfiar de que a própria esposa poderia estar por trás das mensagens enviadas à família durante o suposto sequestro. “Pelo texto que estava escrito, eu estava suspeitando”, contou.

Ele disse que chegou a comentar a possibilidade com o cunhado, mas não tinha certeza de que a mulher havia forjado o crime.

Polícia descobriu a farsa

Durante a investigação, policiais da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), identificaram inconsistências na história.

Segundo a Polícia Civil, a mulher utilizava dois chips de telefone e, por meio de um deles, se passava por um dos supostos sequestradores.

Ela também foi flagrada por câmeras de segurança fazendo compras em uma loja enquanto, segundo a versão apresentada à família, estaria sequestrada.

A mulher foi localizada em um hotel na Região Central de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, ela estava sozinha e fazia novos contatos com familiares para solicitar o pagamento do suposto resgate.

Um celular que teria sido utilizado nas comunicações atribuídas aos sequestradores foi apreendido.

Família busca orientação jurídica

O marido afirmou que pretende procurar a Defensoria Pública para saber quais medidas podem ser tomadas diante da prisão da esposa.

“Eu tenho três filhos menores e agora não tenho condição de contratar um advogado. Estou indo na Defensoria Pública para saber a orientação, o que eles podem me indicar sobre isso”, afirmou.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

 

 

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