Lei que proíbe celular em escolas completa 8 meses e já mostra impactos em BH
Pesquisa aponta melhora na atenção dos alunos, mas especialistas destacam desafios na aplicação da medida.

Desafios na aplicação
Apesar dos resultados positivos, especialistas alertam que a implantação da lei ainda enfrenta barreiras. A pesquisadora da Unicamp e da Unesp, Cléo Garcia, explica que o Brasil vive uma fase inicial de adaptação. Entre as dificuldades, estão a falta de infraestrutura para guardar os aparelhos, a fiscalização das regras, a formação de professores e a conscientização dos próprios alunos.
Mudança já é percebida em BH
Em Belo Horizonte, muitas instituições de ensino também relatam avanços. O supervisor pedagógico do Colégio Santo Agostinho, Gabriel Verdim, afirma que houve melhora dentro e fora da sala de aula.
“Confirmando todas as expectativas, tem sido uma melhora significativa. Com a lei federal, houve reforço da importância de que o celular não seja utilizado, além de maior aceitação por parte de estudantes e famílias”, detalhou.
Segundo ele, até os momentos de intervalo mudaram. “Hoje os estudantes aproveitam mais para brincar, conversar e conviver, em vez de ficar vidrados na tela”, disse.
Adaptação dos alunos
A aluna Joana Brandão, de 17 anos, conta que o início foi difícil. “A gente teve que se adaptar muito, porque o adolescente acaba sendo meio viciado, né? No começo foi complicado ficar sem telefone, mas agora está todo mundo mais acostumado. Acho que foi uma mudança positiva, porque prestamos mais atenção nas aulas”, afirmou.
Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Una. Passagens por assessoria política, assessoria de imprensa e TV Alterosa, onde atuou como repórter, produtor e editor do Jornal da Alterosa. Atualmente, produtor do Plantão da Cidade, na Rádio Itatiaia.



