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Justiça solta mãe e 'falsa avó' que estavam presas em caso de maus-tratos a crianças

Kátia Cristina Alves Robes e Terezinha Pereira dos Santos foram presas em 2023 após morte de uma criança e cárcere privado de outras duas

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Terezinha foi presa em abril, após ser reconhecida por populares
Justiça solta mãe e 'falsa avó' que estavam presas em caso de maus-tratos a crianças • Reprodução/Redes sociais

A Justiça de Minas Gerais anulou o processo contra duas mulheres denunciadas por maus-tratos a crianças na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2023, uma criança, de 4 anos, morreu e outras duas, de 6 e 9, foram resgatadas em cárcere privado.

Kátia Cristina Alves Robes — mãe biológica das crianças — e Terezinha Pereira dos Santos — apontada como “falsa avó” — estavam presas pelos crimes, mas forma beneficiadas por alvarás de soltura expedidos nesta semana, segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Chamada de “tia adotiva” das crianças, Lalesca Pereira dos Santos saiu do sistema prisional em setembro de 2023 após receber alvará da Justiça.

Relembre o caso

Em 21 de fevereiro de 2023, duas crianças, de 6 e 9 anos na época, foram encontradas trancadas em um apartamento no bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte, após a Polícia Militar ser acionada por uma vizinha.

Os dois irmãos estavam sozinhos na casa. Um deles foi encontrado trancado em um quarto, preso embaixo de um sofá pesado, e o outro estava preso dentro de um armário. As crianças choravam por fome. De acordo com a ocorrência, as crianças estavam há três dias sem comida e banho.

Terezinha Pereira dos Santos — “falsa avó” —, Kátia Cristina Alves Robes — mãe biológica — e Lalesca Pereira dos Santos — “tia adotiva” — foram presas pelo crime.

A investigação apontou que Terezinha convidou a mãe das crianças para trabalhar em um sítio em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Lá, as crianças eram obrigadas a realizar trabalhos como capinar, cavar buracos e auxiliar nas demais obras do sítio.

Um outro irmão das vítimas, chamado Emanuel, de 4 anos, morreu por conta de agressões e desnutrição sofridas no local. A mãe foi presa após o episódio, e Terezinha e Lalesca fugiram para o apartamento no bairro Lagoinha.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

 

 

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