Justiça nega habeas corpus a suspeita de matar Beatriz Vitória, e investigada segue presa
Carla Luiza da Silva e Samuel Castro Melo estão detidos preventivamente e são investigados pela morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota

O Tribunal de Justiça (TJMG) negou nesta quarta-feira (28) um pedido de habeas corpus solicitado para Carla Luiza da Silva, de 23 anos, presa preventivamente sob a suspeita de matar Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27.
O corpo de Beatriz Vitória foi encontrado em 21 de outubro em uma área de vegetação em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela estava desaparecida desde o dia 9.
Carla Luiza é a atual companheira do ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, que também foi detido pela Polícia Civil (PCMG).
A defesa da investigada entrou com um pedido de liminar para revogar a prisão preventiva dela. Os advogados argumentaram que a detenção de Carla Luiza "não apresentou, de maneira individualizada, condutas da paciente que demonstrassem a necessidade da medida".
Além disso, a defesa alegou não haver indícios suficientes da autoria, que a suspeita relatou ser vítima de coação física e moral durante a atuação policial e que ela é primária. Por isso, solicitaram medidas cautelares alternativas à prisão.
No entanto, o desembargador Guilherme de Azeredo Passos indeferiu o pedido. O magistrado argumentou que, à primeira vista, não estão presentes os requisitos necessários para o deferimento da liminar.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



