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Justiça mantém condenação de padre por estupro e importunação sexual na Grande BH

Abusos aconteceram em Santa Luiza; José Carlos Pereira foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão, após ao menos 11 mulheres denunciarem os crimes

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Padre José Carlos Pereira era responsável pela igreja do bairro São Benedito e dois tradicionais colégios
Padre José Carlos Pereira era responsável pela igreja do bairro São Benedito e dois tradicionais colégios • Igreja de São Benedito/Divulgação

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou, nesta quarta-feira (23), o recurso da defesa do padre José Carlos Pereira, condenado a 43 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de estupro e importunação sexual contra várias vítimas.

As primeiras denúncias contra o pároco foram registradas em 2021, indicando que uma das vítimas começou a sofrer os abusos aos 13 anos. Entretanto, as práticas criminosas teriam começado em 2014. A informação foi divulgada na denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre o caso.

Durante a audiência nesta quarta-feira (23), os desembargadores rejeitaram o pedido de anulação do processo e o de absolvição. A pena da sentença foi mantida, mas a decisão ainda cabe recurso aos tribunais superiores.

O padre exercia funções na paróquia São Benedito, em Santa Luiza, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde 1990. Após as denúncias, ele foi afastado pela Cúria Metropolitana. José Carlos também é dono de dois colégios e uma faculdade.

Relembre o caso

As primeiras denúncias vieram à tona em agosto de 2021, quando mulheres procuraram a delegacia e formalizaram registros policiais.

Na ocasião, uma ex-funcionária da instituição ensino disse que trabalha no local desde 2017, mas que os assédios iniciaram no início de 2020.

Depois de quase dois meses, surgiram outras duas jovens — outra ex-funcionária do colégio e uma ex-funcionária da paróquia — que também tinha denúncias de assédio contra José Carlos.

Pelo menos onze mulheres formalizaram denúncias contra o pároco. O processo corre em segredo de justiça e, por isso, as vítimas não são identificadas.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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