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Justiça concede liberdade provisória à mulher que forjou o próprio sequestro em BH

Segundo as investigações, ela teria criado a situação para conseguir dinheiro e quitar dívidas com agiotas

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PCMG/Divulgação

A Justiça concedeu liberdade provisória, nesta quarta-feira (26), à mulher de 40 anos presa em Belo Horizonte por suspeita de forjar o próprio sequestro para cobrar R$ 14 mil da família. A decisão foi tomada durante audiência de custódia.

A mulher havia sido presa em flagrante na segunda-feira (24), após a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) descobrir que o suposto sequestro era uma farsa. Segundo as investigações, ela teria criado a situação para conseguir dinheiro e quitar dívidas com agiotas.

O marido dela, de 51 anos, afirmou à Itatiaia que ficou aliviado com a descoberta do caso, mas disse sentir “muita pena” da esposa. Segundo ele, a mulher enfrenta problemas financeiros há anos e teria feito empréstimos sem o conhecimento dele, deixando a família endividada.

“Eu poderia hoje estar muito nervoso pela situação que ela fez, mas eu estou aliviado e com muita pena dela. Ela é uma pessoa muito boa, inteligente, gosta de ajudar as pessoas, mas é uma pessoa que precisa de um tratamento. Ela é muito ambiciosa por dinheiro”, contou.

O homem relatou que chegou a vender um carro e, posteriormente, descobriu que o dinheiro havia sido usado pela esposa. Segundo ele, ela também teria feito empréstimos em sua conta e costumava pedir dinheiro emprestado a familiares.

O casal tem um filho de 1 ano. O marido afirmou que a criança sente a ausência da mãe desde a prisão.

“Eu estou aí nessa situação com um filho de um ano precisando da mãe, que chora a noite toda. Já tem dois dias que eu não durmo. Eu poderia estar com raiva dela, mas estou morrendo de pena dela”, disse.

Suposto sequestro

O caso começou no domingo (23), quando o marido e as irmãs da mulher procuraram a Polícia Civil após receberem mensagens de supostos sequestradores. Os criminosos diziam ter capturado a mulher e exigiam R$ 14 mil para libertá-la.

Durante a investigação, policiais da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), encontraram inconsistências na história.

Segundo a PCMG, a mulher usava dois chips de telefone e, por meio de um deles, se passava por um dos supostos sequestradores. Ela também foi registrada por câmeras de segurança fazendo compras em uma loja no período em que dizia estar sequestrada.

A mulher foi localizada em um hotel na Região Central de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, ela estava sozinha e fazia novos contatos com familiares para tentar conseguir o pagamento do suposto resgate. Um celular utilizado nas comunicações atribuídas aos sequestradores foi apreendido.

O marido afirmou que já havia desconfiado da participação da própria esposa após analisar o conteúdo das mensagens recebidas durante o suposto sequestro.

Dívidas

De acordo com o relato apresentado à polícia, a mulher teria afirmado que forjou o próprio sequestro para conseguir dinheiro e pagar dívidas com agiotas.

O marido, porém, contou que os problemas financeiros dela eram antigos. Ele citou um empréstimo de R$ 460 feito com o cunhado e disse que a esposa também teria recorrido a outras pessoas para conseguir dinheiro.

“Ela consegue pedir dinheiro emprestado. Para quê? Para não comprar nada. Ela não é viciada, não fuma, se beber, bebe pouco. Gasta dinheiro com comida e compra roupa”, afirmou.

O homem disse ainda que pretende procurar a Defensoria Pública para receber orientação sobre a situação da esposa.

“Eu tenho três filhos menores e agora não tenho condição de contratar um advogado. Estou indo na Defensoria Pública para saber a orientação, o que eles podem me indicar sobre isso”, afirmou.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

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Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

 

 

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