Justiça autoriza transferência de caminhoneiro preso por acidente com 39 mortos na BR-116
Defesa de Arilton Bastos Alves solicitou a transferência do acusado para um presídio próximo dos familiares do réu

O Tribunal de Justiça (TJMG) autorizou nesta segunda-feira (20) a transferência de Arilton Bastos Alves, caminhoneiro réu pelo acidente que matou 39 pessoas na BR-116, para um presídio próximo dos familiares dele.
Arilton estava preso preventivamente na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, comarca onde tramita o processo. O juiz Danilo de Mello Ferraz autorizou que o caminhoneiro continue detido em um estabelecimento prisional na Comarca de Mantena, no Vale do Rio Doce.
O magistrado considerou que o processo está na fase recursal e pode se entender por mais tempo e que, caso seja confirmada a decisão de pronúncia, o réu seja transferido novamente para Teófilo Otoni.
Arilton Bastos Alves foi pronunciado por homicídio qualificado. Hudson Foca, proprietário da HMA Transportes e contratante do caminhoneiro, deve responder por delito conexo, como participante, na modalidade culposa.
Relembre o acidente
Trinta e nove pessoas, que estavam no ônibus de passageiros da empresa Emtram, morreram no desastre. O veículo saiu de São Paulo com 45 ocupantes e tinha como destino três cidades da Bahia.
Segundo o inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o acidente foi provocado pelo desprendimento de uma pedra de granito do semirreboque. O coletivo atingiu o material e pegou fogo em seguida.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



