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Justiça autoriza transferência de caminhoneiro preso por acidente com 39 mortos na BR-116

Defesa de Arilton Bastos Alves solicitou a transferência do acusado para um presídio próximo dos familiares do réu

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Tragédia no Vale do Mucuri: 39 pessoas morreram em acidente na BR-116 • Thiago Cardoso/ Rádio 98 FM Teófilo Otoni/ Imagens cedidas à Itatiaia

O Tribunal de Justiça (TJMG) autorizou nesta segunda-feira (20) a transferência de Arilton Bastos Alves, caminhoneiro réu pelo acidente que matou 39 pessoas na BR-116, para um presídio próximo dos familiares dele.

Arilton estava preso preventivamente na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, comarca onde tramita o processo. O juiz Danilo de Mello Ferraz autorizou que o caminhoneiro continue detido em um estabelecimento prisional na Comarca de Mantena, no Vale do Rio Doce.

O magistrado considerou que o processo está na fase recursal e pode se entender por mais tempo e que, caso seja confirmada a decisão de pronúncia, o réu seja transferido novamente para Teófilo Otoni.

Arilton Bastos Alves foi pronunciado por homicídio qualificado. Hudson Foca, proprietário da HMA Transportes e contratante do caminhoneiro, deve responder por delito conexo, como participante, na modalidade culposa.

Relembre o acidente

Trinta e nove pessoas, que estavam no ônibus de passageiros da empresa Emtram, morreram no desastre. O veículo saiu de São Paulo com 45 ocupantes e tinha como destino três cidades da Bahia.

Segundo o inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o acidente foi provocado pelo desprendimento de uma pedra de granito do semirreboque. O coletivo atingiu o material e pegou fogo em seguida.

 

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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