Justiça adia julgamentos envolvendo feminicídio e de golpista que se passa por mulher
Casos foram adiados após pedido da Defensoria Pública e por falta de testemunhas

O julgamento de Paulo Henrique da Rocha, de 33 anos, acusado de matar a tiros a ex-companheira, foi adiado pela justiça, após a ausência de uma testemunha imprescindível. O caso começaria a ser analisado no Fórum Lafayette, na região do Barro Preto, em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (15).
O homem foi acusado de matar a tiros a ex-companheira, Tereza Cristina Perez de Almeida, de 44 anos, e o filho dela, Gabriel Perez Mendes de Paula, de 22 anos, em frente a uma academia na Avenida Bernardo Vasconcellos, altura do bairro Ipiranga, em julho de 2019.
Segundo a denúncia, Paulo e Tereza tiveram um relacionamento conturbado, e ele constantemente a ameaçava, agredia, e tinha ciúmes do filho da mulher. Por isso, ela decidiu terminar a relação. Ainda segundo o ministério público, Paulo não aceitou isso, e apesar das várias medidas protetivas, continuou a ameaçar mãe e filho.
Até que no dia do crime, abordou os dois e atirou. Em março do ano passado, Paulo já havia sido condenado a mais de 41 anos de prisão, mas a decisão foi anulada pela Justiça, que acatou um argumento da defesa dizendo que o júri não apreciou um lado psiquiátrico que apontou que o réu não tinha noção completa do que fez.
Outro caso:
Foi adiado, também, o julgamento de Matheus de Souza Ornelas, acusado de se passar por mulher para atrair vítima e atirar óleo quente nela. O caso aconteceu em 30 de outubro de 2021, na rua Dirceu Duarte Braga, no bairro Trevo, após Matheus jogar água fervente em uma mulher e tentar matar outra pessoa.
Matheus teria criado um perfil falso em um aplicativo, utilizando a foto de uma mulher atraente, com o objetivo de chamar a atenção de homens para um possível relacionamento homossexual. A vítima de 22 anos passou a se relacionar com o suspeito, pelo aplicativo, sem desconfiar da dissimulação e trocou contato durante aproximadamente três meses.
O adiamento do caso atendeu um pedido de Defensoria Pública e a nova data prevista para o julgamento é no dia 26 de fevereiro de 2024, às 8h30.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

