Juiz nega soltura e marca 1ª audiência de julgamento sobre morte de policial em BH
Welbert de Souza Fagundes e Geovanni Faria de Carvalho são réus por envolvimento na morte do sargento Roger Dias da Cunha

A Justiça negou um pedido de soltura de Welbert de Souza Fagundes e Geovanni Faria de Carvalho, réus por envolvimento na morte do sargento Roger Dias da Cunha, morto com um tiro na cabeça no início de janeiro, em Belo Horizonte. A decisão foi proferida no fim da tarde da última sexta-feira (15) pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do Tribunal do Júri da capital mineira.
Na decisão, o juiz afirma que há risco dos réus voltarem a cometer crimes caso sejam soltos, ‘colocando em risco a ordem pública e a instrução criminal’. Além disso, o magistrado argumenta que a ‘prisão não é incompatível com a presunção de inocência e nem impõe aos réus uma pena antecipada’, já que os detentos estão presos por sua periculosidade’.
Sargento baleado
A ‘saidinha’, como é conhecida a saída temporária, ganhou relevância especial depois de um sargento da polícia militar ser baleado no dia 5 de janeiro. O suspeito do crime é um homem que estava em saída temporária da cadeia. Welbert de Souza Fagundes, de 26 anos, é apontado como o responsável por disparar várias vezes à queima roupa contra a cabeça do sargento da Polícia Militar, Roger Dias da Cunha, no bairro Novo Aarão Reis, Região Norte de Belo Horizonte.
O Sargento Dias passou por duas cirurgias assim que foi socorrido ao Hospital João XXIII - uma para conter a pressão intracraniana e outra para conter o sangramento na perna, pois a bala atingiu uma artéria. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na noite do dia 7 de janeiro.
Suspeito estava foragido da ‘saidinha’
Welbert tem 18 boletins de ocorrência registrados contra ele, por crimes como roubo, ameaça e tráfico de drogas. O Ministério Público foi contra a saída dele do sistema prisional, mas o benefício foi concedido pela juíza da Vara de Execuções Penais de Ribeirão das Neves, Bárbara Isadora Santos Sebe Nardy.
A juíza justificou sua decisão com base no atestado de conduta carcerária e disse que Welbert não havia cometido nenhuma falta grave, embora o Ministério Público tivesse apontado o episódio do furto de veículo. O MPMG recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça e não recebeu nenhum retorno.
No dia 11 de janeiro, poucos dias após a morte do sargento Dias, Welbert se tornou réu por um furto qualificado cometido em julho de 2023. Poucas semanas depois, a Justiça aceitou a denúncia e Welbert se tornou réu por homicídio triplamente qualificado contra o sargento Dias. Ele segue detido desde a época do crime.
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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



