Jovem é assaltada e estuprada durante viagem de aniversário ao Chile e demitida ao voltar a BH
Crime ocorreu no segundo dia da viagem; vítima denuncia falta de assistência do consulado brasileiro
O sonho de comemorar o aniversário em Santiago, no Chile, virou tragédia para uma mineira de 26 anos. A mulher denuncia que foi assaltada e estuprada na capital chilena, não recebeu apoio do consulado brasileiro e, como precisou ficar internada, adiou o retorno ao país. Ao chegar a BH, ela denuncia que foi demitida do emprego.
A vítima, que não será identificada, conta à reportagem que levou dois anos para juntar R$ 10 mil para pagar passagem e estadia. Ela viajou sozinha na primeira semana de setembro e foi atacada no segundo dia de passeio. "Era a viagem do meu aniversário, a viagem que eu mais esperava”, lembrou a jovem.
A mineira se preparava para trocar dinheiro quando foi atacada por um homem que estava em uma moto. "Ele puxou minha bolsa e bateu minha cabeça contra a parede com muita brutalidade. Enquanto estava desacordada, ele abusou sexualmente de mim", relata. Em seguida, o criminoso fugiu com dinheiro, cartão internacional, celular e documentos da garota.
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Uma moradora encontrou a mineira desacordada e ofereceu ajuda. Ao sair da delegacia, procurou um hospital particular para fazer exames. "Exames comprovaram o abuso e precisei tomar um coquetel. Fui transferida para outro hospital por conta de sangramento e tiveram que fazer um procedimento", explica.

A vítima reclama que não recebeu qualquer apoio do consulado brasileiro. "O Brasil não se solidarizou, não fez nada. Orientaram a ir embora no mesmo dia, não arcaram com nada, pediram para eu fazer uma vaquinha. Não tive apoio psicológico e nem financeiro”, reclama.
Sem recursos, ela foi acolhida por uma policial chilena. "No dia seguinte, o consulado chileno pagou o hotel e alimentação”, conta.
Volta a BH
Quando voltou a Belo Horizonte, a mulher alega que foi surpreendida com a demissão do restaurante onde trabalhava. Segundo ela, a chefe não gostou do fato dela ter postado fotos passeando após o crime. “Na cabeça da minha chefe, a pessoa é abusada e perde tudo, mas estava curtindo uma viagem!”, revolta-se.
Em resposta à Itatiaia, o Consulado-Geral do Brasil em Santiago afirma que "acompanhou o caso desde que foi notificado, manteve contato com as autoridades locais e prestou informações e toda a assistência consular cabível à nacional brasileira". O Ministério das Relações Exteriores afirma que, observando o direito à privacidade, não fornece "dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros".
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.




