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Influenciador suspeito de planejar morte de autoridades é condenado por lavagem de dinheiro

Lavagem de dinheiro está ligada ao tráfico de drogas na região do Triângulo Mineiro; investigação aponta que grupo pretendia matar autoridades ligadas a forças de segurança   

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Lavagem de dinheiro está ligada ao tráfico de drogas na região do Triângulo Mineiro
Lavagem de dinheiro está ligada ao tráfico de drogas na região do Triângulo Mineiro  • Ministério Público de Minas Gerais

Um influenciador digital foi condenado a mais de sete anos de prisão por lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de drogas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele também é suspeito de planejar ataques contra autoridades ligadas a forças de segurança. No total, a pena será de 26 anos e um mês. Outras oito pessoas também foram condenadas. O influenciador e um dos denunciados também foram condenados por embaraço às investigações, de acordo com informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O influenciador está preso desde maio do ano passado, após operação “Má Influência”, em Uberlândia. Na época, ele já havia sido condenado em primeira instância a mais de 18 anos de prisão, pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e falsidade ideológica. Com a nova pena, ele terá que cumprir 26 anos e um mês de prisão, em regime fechado.

"A lavagem do dinheiro era praticada pelo grupo criminoso como forma de tentar ocultar os valores recebidos com o tráfico ilícito de entorpecentes", detalha o Ministério Público de Minas Gerais.

Conforme denúncia apresentada pelo MPMG, o influenciador digital agia com o intuito de adquirir fármacos anabolizantes de uso controlado para vender em Uberlândia, além de "prejudicar direito das pessoas que tiveram os dados utilizados em notas fiscais ideologicamente falsas, despistar a ação das autoridades de fiscalização sanitária e aumentar a clientela do médico que atua no ramo da nutrologia."

Integrantes da organização também são investigados por planejar ataques contra autoridades públicas da região. As investigações apontaram que o grupo se organizou no interior do Presídio Jacy de Assis, em Uberlândia, onde montaram o plano para eliminar autoridades, entre elas promotor de Justiça, delegado de Polícia, investigador da Polícia Civil e agente da Polícia Penal.

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Jornalista graduada em 2005 pelo Centro Universitário Newton Paiva, com experiência em rádio e televisão. Desde 2022 atua como repórter de cidades na Itatiaia.