Inclusão digital na terceira idade: curso gratuito ensina como usar celular com autonomia
Promovida pela Prodabel, capacitação já formou mais de 740 alunos em BH e ensina desde funções básicas até uso de apps de serviços públicos e prevenção contra golpes virtuais; inscrições estão abertas

Atividades cotidianas que antes pareciam complexas para muitos idosos em Belo Horizonte, como navegar em redes sociais, realizar pagamentos on-line, solicitar transporte por aplicativo e consultar histórico de saúde, agora se transformaram em tarefas simples ao alcance das mãos.
Esse ganho de independência é o principal objetivo do curso gratuito “Aprendendo a Usar Celular e Aplicativos”, oferecido pelo Programa de Inclusão Digital da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Com inscrições abertas pelo WhatsApp no número (31) 98888-3238, o projeto já emitiu mais de 740 certificados em diversas regiões da cidade, fortalecendo a segurança e o protagonismo digital da população idosa.
Conteúdo prático e foco na segurança
A formação foi desenvolvida para aproximar a terceira idade das tecnologias do dia a dia. Durante as aulas, os participantes aprendem desde comandos essenciais do aparelho até a navegação em plataformas de delivery, transporte e portais de serviços públicos, com especial atenção às orientações para evitar golpes no ambiente virtual.
“A tecnologia não deve ser uma barreira, mas uma ponte para a cidadania. Quando o idoso aprende a dominar o próprio celular, ele ganha independência para resolver pendências sem depender de terceiros, além de se proteger melhor contra fraudes”, destaca Alexandre de Castro, diretor de Inclusão Digital da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel).
Histórias de superação e independência
A mudança na rotina dos alunos é perceptível já nas primeiras turmas. Para a moradora da Regional Barreiro, Ângela Maia, de 66 anos, o aprendizado representou um marco em sua autonomia:
“Muitas vezes pedíamos ajuda aos filhos para mexer no celular e eles preferiam fazer por nós em vez de ensinar, pois faltava paciência. O curso nos deu segurança para resolver nossas próprias coisas. Aprendi a mexer nas redes e até fiz cursos de inteligência artificial. Na prática, tínhamos medo, mas hoje sinto orgulho e independência. Quero continuar aprendendo sempre mais”, comemora.
Outra aluna beneficiada é Márcia Nonaka, de 65 anos, também moradora do Barreiro, que superou a resistência inicial ao mundo digital:
“Antes eu usava o celular só para o básico e dependia muito dos meus filhos. Fiz o curso meio escondida porque queria dar orgulho a eles, mas, no final, quem teve orgulho de mim fui eu mesma. Hoje entro nos aplicativos sem medo, principalmente no gov.br, que era o meu ‘bicho-papão’. Os instrutores foram extremamente pacientes e esse incentivo da Prodabel foi um divisor de águas”, relata.
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