Incêndio em fábrica de BH: bombeiros fazem queima residual de gás para segurança
Após controlar chamas em fábrica sem AVCB definitivo, corporação usa sistema de gás para evitar explosões e liberar vistoria da Defesa Civil

Um incêndio de grandes proporções atingiu a fábrica de eletrodomésticos da Suggar no bairro Olhos D'Água, na divisa entre a Região Oeste e o Barreiro, em Belo Horizonte, na madrugada desta sexta-feira (7). Apesar da intensidade das chamas e do colapso da estrutura do telhado, não houve feridos.
Nesta tarde, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) atua na fase de rescaldo e na queima residual do gás do sistema, procedimento técnico fundamental para limpar o gás do sistema da fábrica e eliminar riscos antes da liberação do local para a vistoria da Defesa Civil.

Procedimento técnico e avaliação da Defesa Civil
A queima residual consiste em queimar de forma controlada o combustível remanescente nas tubulações da planta industrial. A etapa é indispensável para esvaziar o sistema com segurança e possibilitar a limpeza da área.
A Defesa Civil foi acionada e aguarda a conclusão dos trabalhos dos bombeiros e a liberação formal do perímetro para realizar a vistoria técnica e a avaliação do risco estrutural do imóvel.
Combustíveis e alta complexidade no combate
Os bombeiros foram chamados para conter as chamas por volta de 00h50. A ocorrência foi classificada como de alta complexidade em razão da extensão do galpão e do alto poder calorífico dos materiais estocados.
"Trata-se de uma fábrica de eletrodomésticos com predomínio de material plástico e combustíveis líquidos, como óleos de máquinas. Tudo isso tornou a propagação das chamas muito incisiva no primeiro momento", explicou o porta-voz do CBMMG, tenente Henrique Barcellos.
O calor extremo provocou o desabamento do telhado do galpão. Por medida de precaução durante o pico do incêndio, moradores de residências vizinhas precisaram evacuar temporariamente suas casas.
Vídeo: incêndio de grandes proporções atinge fábrica da Suggar, em BH
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— Itatiaia (@itatiaia) August 7, 2026
Fábrica não tinha AVCB definitivo e hidrante falhou
Durante o atendimento, as guarnições enfrentaram dificuldades operacionais: o hidrante localizado na própria fábrica não pôde ser utilizado.
Além disso, a corporação confirmou que o estabelecimento não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) aprovado. O local funcionava sob um processo de regularização que se arrastava há anos sem a conclusão necessária.
"Identificamos um projeto aprovado que mostra que esse processo estava em andamento. Porém, é responsabilidade do empreendedor executar a estrutura e notificar a corporação para a vistoria de liberação. Em 2022, a empresa já havia sido notificada porque o projeto anterior não fora executado. Em 2025, apresentaram nova proposta, mas não sinalizaram à corporação que o local estava pronto para a emissão do AVCB", detalhou o tenente Henrique Barcellos.
As causas do incêndio serão investigadas pela perícia técnica assim que a área for totalmente periciada e liberada pelos bombeiros.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.




