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Incêndio em fábrica da Suggar: empresa diz que obtenção de auto estava em ‘curso regular’

Corpo de Bombeiros afirma que fábrica não tem Auto de Vistoria aprovado

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Incêndio em fábrica da Suggar: empresa diz que obtenção de auto estava em ‘curso regular’ • Clever Ribeiro / Itatiaia

A Suggar Eletrodomésticos, responsável pela fábrica que pegou fogo em Belo Horizonte na madrugada desta sexta-feira (7), afirma que o processo de obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) seguia seu "curso regular". O posicionamento da empresa foi emitido após o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) afirmar que o empreendimento estava irregular por não ter o AVCB aprovado. A corporação reconheceu que o processo estava em andamento, mas afirmou que a empresa será notificada pelo ocorrido.

Em nota, a Suggar afirmou ainda: "Nos termos da legislação estadual vigente, o processo de tramitação do auto não constitui impedimento ao funcionamento da unidade. A Suggar esclarece, ainda, que todos os sistemas de proteção e combate a incêndio instalados na edificação, incluindo sistema de hidrantes, sistema de detecção e alarme de incêndio e sistema de iluminação de emergência, foram objeto de vistoria técnica independente realizada em julho de 2026, conduzida pela empresa de engenharia responsável pela elaboração do PSCIP. Na ocasião, todos os sistemas foram inspecionados, revisados e submetidos a testes operacionais, tendo sido validado seu pleno funcionamento e desempenho compatível com as respectivas finalidades de proteção."

A empresa também afirmou que mantém conduta diligente em relação à segurança de suas instalações e de seus colaboradores, e que colabora integralmente com as autoridades competentes na apuração das causas do sinistro.

• CBMMG
• CBMMG

Por sua vez, o CBMMG informou que, após a execução do projeto, é de responsabilidade da empresa notificar a corporação para que seja feita uma vistoria de liberação. "Já houve aqui um projeto anterior, a notificação ao bombeiro e no comparecimento do local, à época em 2022, a empresa foi notificada porque esse projeto não estava executado. Eles fizeram essa nova tentativa de execução em 2025, mas não sinalizaram à corporação o pronto para que nós viéssemos aqui e liberássemos o AVCB, que atesta a segurança contra incêndio e pânico”, afirmou o porta-voz da corporação, tenente Henrique Barcellos. Ele disse ainda que guarnições da corporação não conseguiram utilizar o hidrante que estava no local.

O tenente afirmou que a empresa será notificada. “A gente percebe que o empreendedor correu o risco do funcionamento sem de fato estar em dia e regular junto à nossa corporação e ele vai ser notificado por todo esse processo aqui gerado de dano, seja também de risco à população por conta da evacuação das suas casas e todas as repercussões desse caso”, disse.

Incêndio 

O CBMMG foi acionado para o incêndio em uma fábrica da Suggar, localizada no bairro Olhos D'Água, no limite entre a Região Oeste e o Barreiro, em Belo Horizonte, por volta das 00h50 desta sexta-feira (7). Apesar da magnitude das chamas, não houve feridos.

Segundo a corporação, a ocorrência foi de alta complexidade por causa do tamanho da estrutura e a concentração de materiais inflamáveis no local. "Aqui [é] uma fábrica de eletrodomésticos, em sua maioria material plástico, também algum material de combustível inflamável líquido, óleo de algumas máquinas, tudo isso tornou o poder calorífico desse incêndio [e] a propagação muito incisiva no primeiro momento", descreveu o tenente Henrique Barcellos. Segundo o porta-voz da corporação, a estrutura do telhado do galpão colapsou e ainda há focos ativos, que estão em fase de rescaldo. De acordo com ele, o incêndio já foi controlado.

As causas do incêndio ainda serão identificadas.

O tenente Henrique Barcellos informou ainda que moradores de residências ao redor do galpão precisaram sair de suas casas por causa das chamas.

 

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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